Rio de Janeiro, 22 de Abril de 2026

Mulher de FHC concorda que ele seja interditado, devido à doença

Patrícia Kundrát, mulher de FHC, apoia interdição do ex-presidente por conta do agravamento do Alzheimer. Filho será responsável pela curatela.

Quarta, 22 de Abril de 2026 às 20:33, por: CdB

A interdição, segundo registro no Diário Oficial do Judiciário (D.O.J), foi aceita pela Justiça de São Paulo na semana passada, mas a decisão da juíza dava prazo de 15 dias para que a mulher de FHC fosse ouvida.

Por Redação – de São Paulo

Ex-secretária-executiva do Instituto FHC, Patrícia Kundrát, 48, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), 94, concordou com a interdição do sociólogo e aprovou a nomeação de seu filho Paulo Henrique Cardoso como responsável pela curatela do bens.

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“O termo de anuência foi apresentado na segunda-feira e é procedimento necessário para a formalização da interdição. Os filhos do ex-presidente, Paulo Henrique, Luciana e Beatriz, ingressaram com o pedido por causa do agravamento do quadro de Alzheimer. A solicitação foi instruída com laudo médico que atesta o estado de saúde” apurou a colunista do diário conservador paulistano Mônica Bergamo.

 

Vida civil

A interdição, segundo registro no Diário Oficial do Judiciário (D.O.J), foi aceita pela Justiça de São Paulo na semana passada, mas a decisão da juíza dava prazo de 15 dias para que a mulher de FHC fosse ouvida. O ex-presidente formalizou união estável com a ex-funcionária em 2014. Patrícia era administradora da instituição. A família é representada na ação pelos advogados Caetano Berenguer, Fabiano Robalinho e Henrique Avila, do Bermudes Advogados.

O pedido de interdição dos filhos afirma que, diante do agravamento do Alzheimer, o ex-presidente tornou-se “incapaz para praticar os atos da vida civil”.

“O delicado quadro de saúde atual de Fernando Henrique Cardoso, e a confirmação de que os ora autores sempre foram os responsáveis pelos cuidados do pai, é igualmente atestada pelos depoimentos escritos apresentados por pessoas que mantêm, há décadas, íntima convivência com a família Cardoso”, diz o documento.

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