A interdição, segundo registro no Diário Oficial do Judiciário (D.O.J), foi aceita pela Justiça de São Paulo na semana passada, mas a decisão da juíza dava prazo de 15 dias para que a mulher de FHC fosse ouvida.
Por Redação – de São Paulo
Ex-secretária-executiva do Instituto FHC, Patrícia Kundrát, 48, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), 94, concordou com a interdição do sociólogo e aprovou a nomeação de seu filho Paulo Henrique Cardoso como responsável pela curatela do bens.

“O termo de anuência foi apresentado na segunda-feira e é procedimento necessário para a formalização da interdição. Os filhos do ex-presidente, Paulo Henrique, Luciana e Beatriz, ingressaram com o pedido por causa do agravamento do quadro de Alzheimer. A solicitação foi instruída com laudo médico que atesta o estado de saúde” apurou a colunista do diário conservador paulistano Mônica Bergamo.
Vida civil
A interdição, segundo registro no Diário Oficial do Judiciário (D.O.J), foi aceita pela Justiça de São Paulo na semana passada, mas a decisão da juíza dava prazo de 15 dias para que a mulher de FHC fosse ouvida. O ex-presidente formalizou união estável com a ex-funcionária em 2014. Patrícia era administradora da instituição. A família é representada na ação pelos advogados Caetano Berenguer, Fabiano Robalinho e Henrique Avila, do Bermudes Advogados.
O pedido de interdição dos filhos afirma que, diante do agravamento do Alzheimer, o ex-presidente tornou-se “incapaz para praticar os atos da vida civil”.
“O delicado quadro de saúde atual de Fernando Henrique Cardoso, e a confirmação de que os ora autores sempre foram os responsáveis pelos cuidados do pai, é igualmente atestada pelos depoimentos escritos apresentados por pessoas que mantêm, há décadas, íntima convivência com a família Cardoso”, diz o documento.