Um dos objetivos das instituições que participaram do movimento foi apontar o contraponto à posição de que será necessário apertar o arcabouço fiscal em 2027 e ampliar políticas de austeridade.
Por Redação – de Brasília
Uma série de organizações e movimentos sociais que propõem maior tributação aos chamados “super-ricos” apresentou nesta quinta-feira ao coordenador do programa de governo da campanha presidencial petista, José Sergio Gabrielli, uma agenda que inclui aumento da cobrança sobre altas rendas e rendimentos do capital; além da regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas e fim de benefício fiscal relacionado aos Juros sobre o Capital Próprio (JCP).

Um dos objetivos das instituições que participaram do movimento foi apontar o contraponto à posição de que será necessário apertar o arcabouço fiscal em 2027 e ampliar políticas de austeridade. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, é o principal porta-voz da linha contracionista.
Participaram da reunião representantes do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese); Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc); Instituto Justiça Fiscal (IJF); Instituto Peregum; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Instituto Rede Jubileu Sul Brasil; Oxfam Brasil e Plataforma Justa.
Tributação
Entre as propostas apoiadas pela campanha pela taxação dos super-ricos está a adoção, para os rendimentos do capital, do mesmo tratamento tributário aplicado aos rendimentos provenientes do trabalho.
Outro ponto apresentado é a regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas. A pauta inclui ainda a criação de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) destinada ao financiamento de políticas ambientais.
Gabrielli é tido como um aliado do campo progressista, na discussão que ainda permanece em curso.