Os soviéticos assistiram mais de 27 milhões de compatriotas tombar diante da Alemanha nazista.
Por Redação, com Sputnik – de Moscou
Moscou celebrou neste sábado, Nove de Maio, os 81 anos da vitória sobre a Alemanha nazista pelo Exército Vermelho na Segunda Guerra Mundial. Segundo especialistas, a data forja uma nova identidade ao povo russo pós-fim da União Soviética.

Os soviéticos assistiram mais de 27 milhões de compatriotas tombar diante da Alemanha nazista. Foram ao menos quatro vezes o número de vítimas do Holocausto durante a mesma II Guerra. Ainda assim, mesmo diante do plano genocida que Adolf Hitler tinha para o Leste Europeu, o Exército Vermelho triunfou naquilo que ficou marcado como uma luta pela sobrevivência da própria civilização.
Discurso
No âmbito das celebrações do 81º Dia da Vitória, na Praça Vermelha, em Moscou, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, homenageou os soldados que se dedicaram ao combate contra a agressão fascista na Segunda Guerra Mundial. Em discurso, o líder do Kremlin ressaltou que o feito serviu de inspiração para os militares russos “que hoje executam as tarefas da operação militar especial” na Ucrânia.
— Para nós, preservar a memória dos eventos da Grande Guerra Patriótica, sua verdadeira história e seus verdadeiros heróis é uma questão de honra. Em memória de cada um de nós, inclinamos a cabeça diante daqueles que caíram em batalha, daqueles que foram torturados na ocupação e cativeiro, que morreram de fome na sitiada Leningrado, em outras cidades e vilarejos bloqueados, diante de todos aqueles que deram suas vidas pela Pátria, pela Rússia — afirmou Putin.
Soviéticos
O líder russo recordou o trabalho do Exército Vermelho durante a II Guerra, destacando que os soviéticos não apenas salvaram seu povo, como também toda a Europa, posto que havia países que cederam ao avanço de Adolf Hitler na região.
O presidente também enfatizou o conflito pelo qual a Rússia está atualmente atravessando, onde as tropas nacionais “enfrentam uma força agressiva armada e apoiada por todo o bloco da OTAN”, mas que apesar disso, “nossos heróis continuam avançando”. Nesse sentido, comparou a coragem daqueles que enfrentaram os nazistas e os militares que atualmente enfrentam as forças ucranianas.
União
Para além do desempenho dos militares, o líder do Kremlin também elogiou o trabalho de “projetistas, engenheiros, cientistas e inventores” que se adaptaram à experiência moderna de combate, criando “modelos avançados e únicos de armamentos”. Putin sustenta que o futuro do país depende da união do povo e que “cada um contribui para a vitória alcançada tanto na linha de frente quanto na retaguarda”.
— Não importa como a tecnologia e os métodos de guerra mudem, o principal permanece inalterado: as pessoas moldam o destino do país. Soldados e operários de fábrica, trabalhadores agrícolas, fabricantes de armas e correspondentes de guerra, médicos e professores, figuras culturais e clérigos, voluntários, empresários, filantropos — todos cidadãos da Rússia — concluiu.