Rio de Janeiro, 26 de Agosto de 2026

Meta fecha acordo bilionário para encerrar processo por vício

O acordo foi protocolado em um tribunal federal da Califórnia e também prevê uma série de medidas para limitar a forma como menores de idade utilizam o Facebook e o Instagram.

Quarta, 26 de Agosto de 2026 às 13:48, por: CdB

O acordo foi protocolado em um tribunal federal da Califórnia e também prevê uma série de medidas para limitar a forma como menores de idade utilizam o Facebook e o Instagram.

Por Redação, com ANSA e Europa Press – de São Francisco

A multinacional de tecnologia Meta, dona das plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, fechou um acordo para pagar US$ 16,7 bilhões (R$ 86,2 bilhões) e encerrar o processo em que 29 Estados dos EUA a acusam de criar dependência de redes sociais em crianças e adolescentes.

Meta fechou acordo judicial para pagar US$ 16,7 bilhões e encerrar processo

O acordo foi protocolado em um tribunal federal da Califórnia e também prevê uma série de medidas para limitar a forma como menores de idade utilizam o Facebook e o Instagram, porém não constitui uma admissão de culpa por parte da empresa, que sempre alegou inocência.

Entre as alterações, a companhia instituirá um bloqueio noturno para impedir que menores acessem o Facebook e o Instagram entre meia-noite e 6h da manhã. As contas de crianças e adolescentes também terão um limite de duas horas de uso diário, período que engloba todos os aplicativos da Meta.

O julgamento havia começado na semana passada, e 29 dos 50 Estados americanos acusam a empresa de projetar suas plataformas deliberadamente para causar vício em crianças e adolescentes, além de enganar o público sobre os riscos de dependência e coletar ilegalmente os dados de menores de 13 anos.

– A Meta concordou em realizar transformações profundas que reduzirão o risco de danos decorrentes de suas plataformas, e fará isso em questão de meses – afirmou o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, em um comunicado.

– Trata-se de uma mudança real para as crianças – acrescentou. O acordo ainda depende de aprovação judicial para entrar em vigor.

OpenAI

OpenAI divulgou o desempenho de seu primeiro chip personalizado para inferência de modelos de Inteligência Artificial (IA), que proporcionará aos usuários respostas mais rápidas, agentes mais ágeis e um acesso mais confiável.

Anunciado em junho, o Jalapeño foi desenvolvido pela OpenAI em estreita colaboração com a Broadcom. O objetivo da empresa é que o Jalapeño seja uma plataforma multigeracional, que permita o desenvolvimento conjunto de produtos, modelos, chips e memória de IA.

– O Jalapeño consegue processar mais tarefas de IA por unidade de energia, ao mesmo tempo em que responde mais rapidamente. Ele é muito eficiente ao atender a vários clientes, mas também pode apresentar uma latência muito baixa – afirma o diretor de hardware da OpenAI, Richard Ho, no comunicado à imprensa, conforme divulgado pelo site TechCrunch.

O primeiro chip personalizado da OpenAI foi projetado com seus próprios modelos de IA, enquanto os modelos mais recentes foram utilizados para otimizá-lo e programá-lo. O objetivo da OpenAI é integrá-lo à sua própria infraestrutura de computação até o final do ano, conforme publicação da própria OpenAI.

“O desempenho do Jalapeño se estende ao GPT-OSS 120B, ao DeepSeek R1 e ao Kimi K2.5 1T, o que indica que a arquitetura funciona tanto em modelos internos quanto externos”, destaca a OpenAI em seu anúncio publicado no site.

De fato, nos três modelos mencionados, o Jalapeño demonstrou excelente desempenho, processando de 1,5 a 1,9 vezes mais trabalho de IA por vatio (no consumo de pico) e apresentando de 1,7 a 3,6 vezes menos latência (ponta a ponta) do que sistemas semelhantes.

No que diz respeito ao desempenho com agentes de IA e tarefas altamente interativas, o Jalapeño é de 2,1 a 4,1 vezes superior a sistemas semelhantes; e em termos de consumo, com uma potência nominal de 700 W, em testes reais manteve-se em 550 W ou menos.

Mais especificamente, no GPT-OSS (120B), ele oferece um desempenho por kW 1,9 vezes maior; no DeepSeek R1 (670B), 1,7 vezes maior; e no Kimi K2.5 (1T), 1,5 vezes maior.

O Jalapeño foi testado na plataforma pública de benchmark InferenceX e oferece mais tokens por usuário e maior capacidade de processamento por quilowatt do que os processadores de inferência comerciais de ponta com os quais é comparado, como a arquitetura Blackwell GB200/GB300 da Nvidia,

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