Rio de Janeiro, 27 de Fevereiro de 2026

Meta abre ações contra deepfakes no Brasil e na China

A Meta toma medidas legais contra deepfakes que usam imagens de celebridades para fraudes. Saiba mais sobre as ações no Brasil e na China.

Sexta, 27 de Fevereiro de 2026 às 13:07, por: CdB

A big tech quer punir pessoas e empresas que usam imagens falsas de celebridades para vender produtos em suas plataformas.

Por Redação, com CartaCapital – de São Francisco

A Meta anunciou ações judiciais contra várias pessoas e empresas que usam as imagens de celebridades com deepfakes para vender produtos em suas plataformas, informou o grupo de tecnologia americano em um comunicado.

Meta abre ações contra deepfakes no Brasil e na China | Mark Evenblij, fundador do DuckDuckGoose, explora em detalhes o que as tecnologias deepfake podem e não podem fazer
Mark Evenblij, fundador do DuckDuckGoose, explora em detalhes o que as tecnologias deepfake podem e não podem fazer

Os deepfakes, imagens hiper-realistas falsas geralmente criadas com inteligência artificial, são usados nas redes sociais para desinformar, aplicar golpes ou criar imagens sexualizadas de pessoas.

A Meta, empresa matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentou ações contra quatro anunciantes “que se fizeram passar por celebridades e marcas muito conhecidas para enganar e fraudar as pessoas”, explica o comunicado.

No Brasil, a companhia processou Daniel de Brites por “uma operação de estelionato que utilizou deepfakes de um médico de grande prestígio para anunciar produtos de saúde sem aprovação regulatória”.

Além disso, Brites “vendeu cursos em que ensinava as mesmas táticas”, segundo a Meta.

O portal UOL denunciou em 2025 a prática e mostrou como Brites prometia a seus alunos ganhos de R$ 1 mil por dia.

O médico Drauzio Varella é uma das figuras públicas que foram alvo de falsificação por Brites e afirmou que as ações judiciais da Meta são insuficientes.

– Uma gota d’água em um oceano de estelionato contra a saúde pública – declarou o médico ao diário conservador carioca O Globo.

– São sócios da fraude. Eles ganham bilhões para realizar essa divulgação e fazer com que o vídeo chegue na maior quantidade de pessoas – acrescentou.

Meta

A empresa norte-americana também processou Vitor Lourenço de Souza e Milena Luciani Sanchez por práticas semelhantes no Brasil.

Na China, a Meta processou a Shenzhen Yunzheng Technology, uma empresa que se passava por celebridades para convencer pessoas a aderirem aos “chamados grupos de investimento”.

A companhia vietnamita Lý Văn Lâm também foi alvo de uma ação da Meta por publicar anúncios fraudulentos de bolsas da marca de luxo Longchamp.

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