Rio de Janeiro, 17 de Julho de 2026

Trump volta a acusar China de interferência na eleição de 2020

A China "não queria que Trump vencesse a eleição", disse o republicano, observando que Pequim queria "ajudar" Biden e até tentou "fabricar cédulas ilegais"...

Sexta, 17 de Julho de 2026 às 11:10, por: CdB

A China “não queria que Trump vencesse a eleição”, disse o republicano, observando que Pequim queria “ajudar” Biden e até tentou “fabricar cédulas ilegais” para beneficiar o ex-presidente.

Por Redação, com ANSA – de Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de ter violado o sistema eleitoral americano em 2020. Segundo ele, Pequim “roubou dados” de Washington no pleito que lhe tirou a reeleição e deu a vitória ao democrata Joe Biden.

Trump ataca sistema eleitoral dos EUA e acusa China de intervenção em 2020

Durante discurso televisionado na quinta-feira, o chefe de Estado alegou que “as eleições nos EUA são vulneráveis a fraudes e ao risco de serem roubadas”. Sob este argumento, ele citou o pleito de 2020, quando perdeu a disputa para a Casa Branca para Biden.

Segundo o republicano, a CIA, agência de inteligência do país, obteve informações sobre uma suposta conspiração ligada ao regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, para fraudar as eleições norte-americanas naquele ano. A China, por sua vez, foi responsável pelo “maior vazamento de dados eleitorais da história” em 2020, quando “obteve ilicitamente os dados de 220 milhões de eleitores norte-americanos”.

A China “não queria que Trump vencesse a eleição”, disse o republicano, observando que Pequim queria “ajudar” Biden e até tentou “fabricar cédulas ilegais” para beneficiar o ex-presidente.

No entanto, “ninguém falou sobre esse caso: membros do ‘deep state’ [suposta rede secreta dentro do governo que opera de maneira ilegal] tentaram ocultar a informação, mas eu instruí as agências competentes a investigar o encobrimento da interferência chinesa”, disse ele.

Sistema eleitoral

Trump realizou seu ataque ao sistema eleitoral poucos meses antes das eleições de meio de mandato, a serem realizadas em novembro. Ele também questionou o registro de mais de 278 mil cidadãos não americanos aptos a votar.

Sobre as mais recentes acusações, a China negou qualquer interferência, chamando a declaração do presidente americano de “pura invenção”.

– As alegações feitas pelos EUA são puras invenções e calúnias maldosas que, há muito, foram comprovadas como infundadas – disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Lin Jian, em coletiva de imprensa.

A suposta fraude na eleição de 2020 não é um argumento novo vindo de Trump. Após perder a disputa para o democrata Biden, suas teorias incentivaram a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

O governador da Califórnia, Gavion Newson, refutou as declarações de Trump.

– As fraudes eleitorais [nos EUA] são extremamente raras e, quase sempre, cometidas por cidadãos norte-americanos – disse Newson.

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