O Conselho de Cooperação do Golfo condena um “crime atroz” e denuncia a total impunidade de que gozam os colonos.
Por Redação, com Europa Press – de Qusra, na Cisjordânia
Colonos israelenses incendiaram, nas últimas horas, duas mesquitas na Cisjordânia, no âmbito da escalada de ataques violentos que vêm protagonizando nas últimas semanas contra a população palestina nesse território ocupado e que culminaram na sexta-feira com o assassinato de quatro palestinos da Cisjordânia durante uma incursão na localidade de Tell.

O Conselho Supremo de Fetuas palestino denunciou o incêndio de uma mesquita em Kur, perto de Tulkarem, e de outra em Qusra, ao sul de Nablús, sem que, até o momento, haja vítimas a lamentar. Além dos danos, foram encontradas pichações racistas na mesquita de Kur, segundo informa a agência palestina de notícias WAFA.
O Conselho de Cooperação do Golfo, que reúne os países árabes do Golfo Pérsico, condenou um “crime atroz” e exigiu que Israel controle de uma vez por todas seus colonos. O secretário-geral do CCG, Jassim Mohamed al Budaiwi, denunciou que o ocorrido “constitui uma violação flagrante do Direito Internacional e do Direito Humanitário, e uma provocação aos sentimentos dos muçulmanos em todo o mundo”.
Esses atos de vandalismo somam-se à lista contínua de “violações e ataques contra o povo palestino e seus locais sagrados”, e se repetem “como resultado das políticas contínuas de proteção e de fazer vista grossa aos ataques dos colonos, o que fomenta a impunidade e leva a uma escalada perigosa que ameaça a segurança e a estabilidade na região”.
Israel
O Exército de Israel anunciou neste domingo a morte de dois membros do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) durante uma série de ataques perpetrados na semana passada no norte da Faixa de Gaza, apesar do acordo de cessar-fogo alcançado em outubro de 2025, na sequência da proposta apresentada pelos Estados Unidos.
Conforme detalhado em um comunicado pelas Forças de Defesa de Israel, um comandante da divisão de produção de armas do Hamas, Fares al Masri, morreu em consequência de um ataque das forças israelenses no norte do enclave palestino.
Al Masri estava envolvido “na produção de armas como parte dos esforços do Hamas para recuperar suas capacidades, violando o acordo de cessar-fogo”, formalmente em vigor desde outubro do ano passado.
Por outro lado, foi confirmado que outro ataque no norte de Gaza tirou a vida de Mohamad abu Shakian, membro da força de elite Nujba do Hamas. “Ambos os terroristas atuaram recentemente para promover planos terroristas contra as forças do Exército e os civis do Estado de Israel, e foram eliminados para acabar com a ameaça”, concluiu.
O Ministério da Saúde de Gaza informou que mais de 1,1 mil pessoas morreram e mais de 3,8 mil ficaram feridas em decorrência de ataques perpetrados desde o cessar-fogo, elevando o número total de mortos pela ofensiva israelense para mais de 73,3 mil mortos e mais de 173.9 mil feridos.