Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.
Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, o menor nível para um terceiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012. O resultado representa uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao segundo trimestre, quando a taxa estava em 5,4%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, quando o desemprego estava em 5,6%, houve recuo de 0,4 ponto percentual.
O Brasil encerrou setembro com 5,6 milhões de pessoas desempregadas, uma redução de 234 mil em relação ao trimestre anterior, equivalente a 4%. Em um ano, o número de desocupados caiu 6,9%, ou 417 mil pessoas. Já a população ocupada atingiu 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica. O número cresceu 0,6% no trimestre, com a entrada de mais 581 mil trabalhadores, e 1,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Construção
O setor da construção civil foi o único grupamento de atividade com crescimento significativo da ocupação na comparação com o trimestre encerrado em junho. O segmento registrou alta de 2,8%, equivalente a mais 210 mil trabalhadores.
— Entre as atividades com alta na ocupação, destaca-se o crescimento no setor da Construção, que subiu 2,8% no trimestre, com mais 210 mil pessoas ocupadas — afirmou William Kratochwill, analista da pesquisa, em coletiva aos jornalistas.
Na comparação anual, os maiores avanços ocorreram em transporte, armazenagem e correio, com crescimento de 6,9% e acréscimo de 411 mil trabalhadores, e no grupo que reúne administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, com alta de 2,1%, ou mais 400 mil pessoas.
Recorde
O nível de ocupação, que representa a proporção de pessoas ocupadas entre aquelas em idade de trabalhar, chegou a 59%, também um recorde da série. O contingente de empregadores no Brasil chegou a 4,5 milhões de pessoas, o maior da série histórica, após crescer 4,3% no trimestre e 6,4% em um ano.
Isso representa um aumento de 184 mil empregadores em relação ao segundo trimestre e de 272 mil na comparação anual. O número de empregados no setor público também atingiu um recorde, com 13,2 milhões de pessoas. O contingente ficou estável no trimestre, mas cresceu 2,5% em um ano, equivalente a 317 mil trabalhadores.