Não me lembro bem onde li, mas o autor, criticando a fuga do ex-candidato quase presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro, ironizava o fato do 01 ter saído na surdina, escondido como um bandido, disfarçado em guarda-chuva. Realmente, sair do Brasil às escondidas não foi um ato de coragem mas de pura covardia, definindo seu caráter de um poltrão e medroso.
Por Rui Martins, editor do Direto da Redação

or do Direto da Redação
A ilusão de Flávio
Todos se lembram da ilusão e da vaidade de Flávio, julgando-se já eleito presidente com os resultados do Primeiro Turno. O molecão mimado, amigo de milicianos, mestre na arte da mentira e corrupção, já nomeava ministros e dizia – imagina-se com o apoio do ministro Nunes Marques – vou subir a rampa com meu pai. Seria uma reatualização de uma velha frase de Getúlio Vargas, que fez época e inspirou gerações de políticos: “a lei, ora a lei”.
Mas nunca se deve contar com o ovo ainda na galinha! Para estragar o sonho bolsonarista, os idosos, cadeirantes, indecisos se mobilizaram no Exército de Lula, do André Janones e foram votar, derrotando o miliciano.
Disso, Flávio vai sempre se lembrar, sentado numa cadeira de preguiça numa praia protegida e privatizada de Miami, já naturalizado cidadão norteamericano logo depois de seu irmão Eduardo. Exceto, exceto se, depois do governo catastrófico de Trump, os democratas retornarem ao poder e retirarem os vistos de permanência dos Bolsonaros nos EUA, antes de se terem naturalizado norte-americanos!
Moraes e Dino esperando
Neste caso, repatriados os dois irmãos serão recebidos com foguetes e festas pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, para cumprirem as penas já pronunciadas em suas ausências. Talvez Tarcísio, se eleito em 2030, os liberte, inclusive o pai, mas sabe-se lá… Sem Tarcísio, em prisão especial ou domiciliar, serão esquecidos e se transformarão numa daquelas curiosidades da nossa história.
Referências inspiradoras:
A fuga de Flávio https://correiodobrasil.com.br/a/fuga-flavio-bolsonaro-repercute-midia-europeia
https://www.brasildefato.com.br/2026/10/28/o-exercito-do-lula-e-a-revolucao-da-militancia-digital/
Rui Martins é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.