O acordo a ser firmado, segundo o Itamaraty, estabelece regras de proteção recíproca para investimentos panamenhos no Brasil e brasileiros no Panamá.
Por Redação, com ABr – de Cidade do Panamá
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou na capital panamenha, nesta terça-feira, com uma agenda centrada no fortalecimento das relações econômicas e na ampliação de mercados para produtos brasileiros. A primeira visita do líder brasileiro ao país centro-americano, no atual mandato, prevê a assinatura de um acordo de cooperação e facilitação de investimentos; além de compromissos diplomáticos e participação em um fórum econômico regional.

O acordo a ser firmado, segundo o Itamaraty, estabelece regras de proteção recíproca para investimentos panamenhos no Brasil e brasileiros no Panamá. Segundo o embaixador Alexandre Ghisleni, diretor do Departamento de Política Econômica, Financeira e de Serviços do Ministério das Relações Exteriores, a iniciativa tem potencial para estimular a circulação de capital voltado a investimentos produtivos entre os dois países.
Orador
A programação inclui a presença de Lula em um fórum econômico marcado para quarta-feira, no qual o Brasil participa como convidado de honra. O presidente brasileiro será o segundo orador do encontro, logo após o presidente do Panamá, José Raúl Mulino.
Estão previstas, ainda, as participações de Rodrigo Paz, presidente da Bolívia; Daniel Noboa, presidente do Equador; José Antonio Kast, presidente-eleito do Chile; além da primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, e do primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness.
Além do fórum, Lula deve manter uma reunião bilateral com o líder panamenho e realizar uma visita institucional ao Canal do Panamá, considerado estratégico para o comércio exterior brasileiro. A viagem integra a estratégia do governo de ampliar a inserção do Brasil em novos mercados internacionais e consolidar parcerias na América Central e no Caribe.
Exportações
O governo brasileiro, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), avalia que a relação econômica com o Panamá atravessa um momento de forte expansão. No último ano, o intercâmbio comercial entre os dois países cresceu 78%, alcançando US$ 1,6 bilhão. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas exportações brasileiras de petróleo e derivados, que avançaram de US$ 300 milhões para US$ 1,6 bilhão.
A secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, embaixadora Gisela Padovan, afirmou que o crescimento expressivo resultou em um superávit para o Brasil, que agora busca maior equilíbrio na balança comercial. Segundo ela, a diplomacia brasileira pretende incentivar a importação de produtos panamenhos como forma de ajustar esse fluxo.
— É um hub central para nós, para as conexões com a América Central, com o Caribe, às vezes até com países da América do Sul, como Guiana e Suriname — resumiu Padovan.