Lula e Alckmin recebem propostas das centrais sindicais
O encontro ocorre um dia depois de a direção nacional do PT aprovar proposta de revogação da “reforma” trabalhista no programa da federação partidária que formará com PV e PCdoB. A opção pela palavra “revogação” teve apoio de todas as correntes do partido.
O encontro ocorre um dia depois de a direção nacional do PT aprovar proposta de revogação da “reforma” trabalhista no programa da federação partidária que formará com PV e PCdoB. A opção pela palavra “revogação” teve apoio de todas as correntes do partido.
Por Redação, com BdF - de São Paulo
Em encontro com representantes de dez centrais sindicais, o virtual pré-candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta quinta-feira, a Pauta da Classe Trabalhadora. O virtual vice na chapa de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), participou do evento. O documento unitário contém propostas do movimento sindical para a “reconstrução do Brasil”. Aprovada na Conferência da Classe Trabalhadora 2022 (Conclat-2022), no último dia 7, a plataforma já foi apresentada aos poderes Legislativo e Judiciário nesta semana.
No encontro com sindicalistas, nesta quinta-feira, Lula (D) e Alckmin cumprimentam-se, publicamente
O encontro ocorre um dia depois de a direção nacional do PT aprovar proposta de revogação da “reforma” trabalhista no programa da federação partidária que formará com PV e PCdoB. A opção pela palavra “revogação” teve apoio de todas as correntes do partido.
— O PT defende uma nova proposta de reforma trabalhista que seja mais moderna, inclusiva e que resgate os direitos históricos dos trabalhadores. E por isso a revogação. Hoje, temos outros agentes no mundo do trabalho que surgiram com as novas tecnologias — disse Jilmar Tatto, secretário de comunicação do PT em reportagem da Folha de S.Paulo. A ideia vai ao encontro das expectativas dos sindicalistas.
Mais renda
Aos sindicalistas, Lula lembrou do papel importante exercido pelas centrais sindicais durante os governos do PT. Ele relatou as diversas discordâncias em debates e as cobranças feitas pelas trabalhadores, em Brasília.
— Nós conversamos muitas vezes, mesmo discordando muito, estabelecemos um governo que, em 12 anos, geramos 22 milhões de empregos com carteira assinada. Pela primeira vez na história, os 10% mais pobres tiveram, proporcionalmente, mais renda que os 10% mais rico — disse o ex-presidente.
O petista afirmou ainda que, “graças as centrais sindicais”, o Brasil provou que aumentar o salário mínimo não causa inflação. Mas aquece a atividade econômica e ajuda a criar empregos. Lula prometeu estudar o documento entregue pelas entidades e reunir a sociedade para construir um projeto de país.
— Nós vamos estudar esse documento e chamar empresários para conversar. As universidades vão participar. Dizem que os trabalhadores são contra o crescimento das empresas, mas não percebem que o trabalhador quer é o crescimento do empresário, para ter mais salário e emprego. Queremos chamar as centrais, mas também o presidente da CNI, da Fiesp e da Febraban, para saber o compromisso de cada um em reconstruir esse país, em combater a pobreza, em melhorar a vida do povo brasileiro. Todos irão falar, mas os trabalhadores estarão na mesma mesa, para o povo voltar a ser feliz — acrescentou.
Luta sindical
Além disso, o ex-presidente disse que o governo Temer e a gestão de Bolsonaro destruíram a soberania.
— A nação precisa ser soberana, cuidar do seu próprio povo. A maior fotografia da soberania é a qualidade de vida do povo. Então, como se falar em soberania quando somos o terceiro maior produtor de alimentos do mundo, mas com mais de 100 milhões de brasileiros com insegurança alimentar — pontuou Lula.
O ex-governador Geraldo Alckmin, por sua vez, classificou como “dia histórico, reunindo as maiores centrais sindicais do país” a iniciativa das centrais.
— Todas as vezes em que o Brasil estava em risco, o país se uniu. Hoje, temos um governo que odeia a democracia e admira a tortura. É nesse momento de fome, desemprego e 660 mil mortos que vamos nos reerguer e reconstruir o Brasil — disse.\
Em seguida, Alckmin celebrou o nome do petista.
— A luta sindical deu ao Brasil o maior líder popular desse país, Lula — concluiu.