Concessionária investe R$ 12 milhões na renovação da rede subterrânea para reduzir riscos de novos problemas.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A Light vai iniciar a substituição de cabos de cobre por alumínio na rede elétrica subterrânea do Leme e de Copacabana, após furtos de cabos provocarem um apagão que deixou moradores das duas regiões até quatro dias sem fornecimento de energia. As ocorrências causaram sobrecarga no sistema e exigiram uma operação emergencial para restabelecer o serviço.

A renovação completa da malha elétrica começou nesta quarta-feira, com investimento de R$ 12 milhões e prazo estimado de 30 dias para conclusão. Ao todo, 3,5 quilômetros de cabos de cobre danificados serão substituídos por cabos de alumínio, material com baixo valor no mercado ilegal, o que reduz a atratividade para furtos.
Geradores
Após os reparos emergenciais que normalizaram o fornecimento de energia, a concessionária dará início à retirada gradual dos 60 geradores instalados no Leme. Até o próximo sábado, cerca de 20% dos equipamentos serão desmobilizados, com retirada progressiva dos demais conforme o avanço das obras e a estabilidade da rede.
Segundo a Light, as equipes técnicas da vão atuar de forma contínua durante todo o período da intervenção para garantir segurança, confiabilidade e continuidade do fornecimento à população das duas regiões.
A concessionária informou ainda que permanece à disposição dos consumidores para pedidos de ressarcimento, que podem ser feitos pelo portal de serviços, pelo call center 0800 021 0196, pela agência móvel no Leme, na Praça Almirante Júlio de Noronha, ou pela agência comercial de Copacabana, na Rua Barata Ribeiro, 96, loja A.
Relembre o caso
O fornecimento de energia elétrica foi totalmente restabelecido no Leme e em Copacabana, na Zona Sul do Rio, na terça-feira.
“Para a recomposição da rede, a companhia mobilizou cerca de 100 profissionais, que atuaram 24 horas por dia, e instalou 62 geradores para minimizar os impactos aos clientes durante os trabalhos”, diz a nota.
Além da energia, muitos moradores também enfrentaram interrupções no abastecimento de água, já que as bombas dos edifícios dependem de eletricidade para funcionar.
Mercado ilegal
O site Agenda do Poder produziu uma reportagem especial, no ano passado, explicando como funciona o mercado ilegal de furto e venda de cobre no Rio.
Só no fim de 2024, a Polícia Militar prendeu mais de 230 suspeitos ligados a esses crimes — uma média de quase dois por dia.
– Quando falamos de materiais metálicos, estamos nos referindo a itens como cabos e hidrômetros, mas o que realmente interessa aos criminosos é o cobre – explicou o delegado Allan Luxardo, titular da 42ª DP (Recreio), na época.
Segundo ele, quadrilhas organizadas já desenvolveram um verdadeiro “saber fazer” do furto urbano: “Essas quadrilhas montam toda uma estrutura: usam caminhões, funcionários, uniformes, cones na rua — tudo para passar a aparência de legalidade”, detalha.