Rio de Janeiro, 11 de Janeiro de 2026

Líderes europeus condenam mortes no Irã

França, Alemanha e Reino Unido pedem ao Irã respeito aos direitos humanos e contenção nas manifestações. Mais de 50 mortos em protestos.

Sábado, 10 de Janeiro de 2026 às 10:56, por: CdB

Líderes de França, Alemanha e Reino Unido apelam ao regime iraniano que abstenha-se de violência contra manifestantes e respeite direitos fundamentais dos iranianos.

Por Redação, com DW – de Paris

Os governos da França, da Alemanha e do Reino Unido condenaram na sexta-feira “veementemente” o “assassinato” de manifestantes no Irã e apelaram à contenção por parte das autoridades do regime.

Líderes europeus condenam mortes no Irã | Forças de segurança tentam conter manifestantes durante protesto noturno em Teerã
Forças de segurança tentam conter manifestantes durante protesto noturno em Teerã

“Estamos profundamente preocupados com os relatos de violência perpetrada pelas forças de segurança iranianas e condenamos veementemente o assassinato de manifestantes”, afirmaram, em comunicado conjunto, o presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler federal alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Os três líderes instaram as autoridades iranianas a exercer a contenção, abster-se de violência e respeitar os direitos fundamentais dos cidadãos iranianos. Macron, Merz e Starmer acrescentaram que as autoridades iranianas “têm a responsabilidade de proteger a sua população e devem permitir as liberdades de expressão e de reunião pacífica sem receio de represálias”.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, advertiu nesta sexta-feira que a República Islâmica não vai recuar diante da crescente onda de protestos, que já dura 13 dias.

Mais de 50 mortos

Ao menos 51 manifestantes, incluindo nove crianças, foram mortos e centenas ficaram feridos em todo o Irã desde o início dos protestos em 28 de dezembro, segundo um relatório divulgado na sexta-feira pela ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega.

Dos mortos, ao menos nove são menores, enquanto centenas de pessoas ficaram feridas nos primeiros 13 dias de manifestações.

A ONG sediada na Noruega afirmou que existem relatos e vídeos que sugerem que o número de mortos pode ser muito maior, mas que só contou casos que conseguiu verificar diretamente ou que foram verificados por duas fontes independentes.

O número de detidos já ultrapassa os 2,2 mil, segundo a ONG.

As autoridades iranianas restringiram o acesso à internet global na quinta-feira, não permitindo mais ligações ou serviços de fora do país, numa aparente tentativa de controlar os protestos.

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