Dados do Instituto de Segurança Pública mostram 217 ocorrências entre janeiro e agosto de 2026, contra 149 no mesmo período de 2025. No Estado do Rio, os registros caíram 17%.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
O número de roubos a pedestres no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, aumentou 46% entre janeiro e agosto de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam 217 ocorrências na área da 14ª DP (Leblon), contra 149 nos oito primeiros meses de 2025.

O bairro foi palco de uma tentativa de assalto na tarde de quinta-feira, quando a arqueóloga aposentada Tania Andrade Lima, de 81 anos, foi atingida por três tiros ao tentar impedir que um criminoso levasse sua bolsa.
Na contramão do resultado registrado no Leblon, os roubos a pedestres diminuíram 17% em todo o Estado do Rio de Janeiro. Na capital fluminense, a redução foi de 16% no período analisado.
Roubos de celulares também aumentaram no bairro.
Além dos roubos a pedestres, os registros de roubos de celulares também cresceram no Leblon. Foram 221 ocorrências entre janeiro e agosto deste ano, uma alta de 4% em relação aos primeiros oito meses de 2025.
Já os roubos de veículos apresentaram queda. A área da 14ª DP registrou quatro casos no período, metade dos oito contabilizados nos mesmos meses do ano passado.
Os dados mostram diferenças entre os indicadores criminais do bairro: enquanto os roubos a pedestres e de celulares aumentaram, os registros de roubos de veículos diminuíram.
Câmeras registraram a tentativa de assalto.
Tania Andrade Lima foi baleada na Rua General Venâncio Flores. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um homem se aproximou da arqueóloga e tentou arrancar sua bolsa.
Durante a ação, ela caiu na calçada. Mesmo com a vítima no chão, o criminoso continuou tentando pegar seus pertences e atirou contra ela. Três homens correram para socorrê-la, enquanto o assaltante fugiu em direção a uma motocicleta conduzida por um comparsa.
Os disparos atingiram a mão, o ombro e o pescoço da professora aposentada. Ela recebeu os primeiros atendimentos de policiais militares do programa Segurança Presente e foi levada para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.
Arqueóloga participou da descoberta do Cais do Valongo.
Tania Andrade Lima é professora aposentada do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e participou da descoberta dos vestígios do Cais do Valongo, na Zona Portuária do Rio.
O sítio arqueológico é um dos principais locais ligados à história da escravidão no Brasil. Pelo trabalho de recuperação do espaço, Tania recebeu, em 2016, o prêmio Faz Diferença, concedido pelo diário conservador carioca O Globo, na categoria Rio.
Assalto
Um homem foi preso na quinta-feira, suspeito de furtar o colar de uma idosa e tentar engolir o acessório durante a fuga, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. Segundo a Polícia Militar, o suspeito também teria oferecido dinheiro aos agentes para ser liberado.
Policiais do Segurança Presente faziam patrulhamento quando receberam informações sobre o furto. Ao chegarem ao local indicado, encontraram o homem em um mototáxi na Avenida das Américas.
De acordo com a corporação, o suspeito tentou fugir ao perceber a aproximação dos agentes, mas acabou alcançado. Durante a revista, os policiais encontraram parte do cordão em sua boca, após a tentativa de engolir o acessório. O objeto foi parcialmente recuperado.
Os agentes também apreenderam dois celulares e um pingente dourado. O suspeito e o mototaxista foram levados para a 16ª DP (Barra da Tijuca), junto com o material recolhido. Após análise da ocorrência, o motociclista foi liberado, enquanto o outro homem permaneceu preso.
No início da semana, outro homem tentou engolir uma carteira funcional da Polícia Civil durante uma abordagem da Operação Lei Seca, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
O caso aconteceu na noite de segunda-feira, por volta das 21h30, na Avenida Atlântica. Segundo as informações divulgadas, o motociclista tentou se passar por policial civil, apresentando um documento funcional pertencente a outra pessoa.
Durante a fiscalização, os agentes identificaram que a moto estava com placa clonada e tinha registro de roubo. Questionado sobre as irregularidades, o condutor colocou a carteira na boca e tentou engoli-la.
O homem também afirmou ter comprado a motocicleta de um desconhecido, sem documentação. Ele foi encaminhado à 13ª DP (Copacabana), onde acabou autuado em flagrante por receptação e falsa identidade. O veículo permaneceu apreendido, e o suspeito ficou à disposição da Justiça.