Rio de Janeiro, 23 de Janeiro de 2026

Japão terá eleições após dissolução do Parlamento

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, dissolve o Parlamento e convoca eleições antecipadas para 8 de fevereiro, visando ampliar sua base de apoio.

Sexta, 23 de Janeiro de 2026 às 11:21, por: CdB

A dissolução dá início a uma campanha eleitoral muito curta, com apenas 16 dias antes da realização das eleições antecipadas.

Por Redação, com Lusa – de Tóquio

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, dissolveu nesta sexta-feira a Câmara dos Representantes do Parlamento (Câmara Baixa), antecipando legislativas para 8 de fevereiro, eleições nas quais espera traduzir a sua popularidade em assentos após três meses de poder.

Japão terá eleições após dissolução do Parlamento | Sanae Takaichi antecipou as eleições legislativas para 8 de fevereiro
Sanae Takaichi antecipou as eleições legislativas para 8 de fevereiro

– De acordo com o artigo 7º da Constituição, a Câmara é dissolvida – disse o presidente da Câmara japonesa, Fukushiro Nukaga, logo após o início da sessão. A sala ficou vazia poucos minutos após a declaração.

Takaichi anunciou na segunda-feira a decisão de convocar eleições gerais antecipadas para 8 de fevereiro, decisão que classificou como “muito difícil”.

A chefe do governo tem alto índice de aprovação, mas conta com maioria estreita de assentos na Câmara Baixa (a mais importante das duas que formam o Parlamento) e está em minoria na Câmara Alta.

A dissolução dá início a uma campanha eleitoral muito curta, com apenas 16 dias antes da realização das eleições antecipadas.

Ao anunciar na segunda-feira a intenção de convocar eleições antecipadas, Takaichi afirmou que o objetivo é conseguir maioria entre o Partido Liberal Democrático (PLD), que lidera, e o seu novo parceiro de coligação, o Partido da Inovação do Japão (Ishin).

Com 465 assentos em disputa na Câmara Baixa, a maioria simples implica que o PLD e o Ishin devem obter 233 parlamentares em conjunto.

– Vamos nos esforçar para obter a maioria na coligação e, além disso, alcançar a estabilidade política – afirmou o secretário-geral do PLD, Shunichi Suzuki, em declarações à televisão, após a dissolução.

Eleições

Suzuki também insistiu que as eleições, apresentadas pela premiê como referendo à sua liderança, são necessárias para consolidar o aumento da despesa pública, parte de um plano amplo para impulsionar a economia japonesa, há muito estagnada, proposto pelo governo de Takaichi.

A primeira-ministra chegou ao poder após vencer as primárias do Partido Liberal Democrático (PLD) em outubro passado, motivadas pela renúncia do antecessor Shigeru Ishiba, após várias derrotas eleitorais.

Ultra-conservadora, Takaichi terá de enfrentar a Aliança Reformista Centrista, uma nova formação integrada pela união do Partido Democrático Constitucional (PDC), a principal força da oposição, e a formação budista Komeito, parceiro de coligação do PLD há mais de 20 anos e que rompeu com o partido no poder após a eleição de Takaichi como líder.

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