Rio de Janeiro, 14 de Janeiro de 2026

Itália enfrenta polêmica após exclusão de campeão olímpico da tocha

Silvio Fauner, campeão olímpico, é excluído do revezamento da tocha nas Olimpíadas de 2026 por ocupar cargo político. Entenda a controvérsia.

Quarta, 14 de Janeiro de 2026 às 14:11, por: CdB

Fauner, campeão olímpico na Noruega no revezamento 4×10 km, protestou contra a exclusão.

Por Redação, com ANSA – de Milão

O ex-esquiador de fundo Silvio Fauner, campeão olímpico nos Jogos de Inverno de 1994, em Lillehammer, foi excluído do revezamento da tocha das Olimpíadas de 2026, em Milão e Cortina d’Ampezzo, por ocupar um cargo político na Itália.

Itália enfrenta polêmica após exclusão de campeão olímpico da tocha | Silvio Fauner não foi incluído pelos organizadores das Olimpíadas de Inverno
Silvio Fauner não foi incluído pelos organizadores das Olimpíadas de Inverno

A decisão foi revelada em um comunicado divulgado pelo comitê organizador do megaevento esportivo, que terá início em menos de um mês. Atualmente, o ex-atleta italiano é vice-prefeito de Sappada, pequeno município localizado na região de Friuli-Venezia Giulia.

“Apesar do máximo respeito por sua extraordinária trajetória esportiva, ele ocupa um cargo político, condição que se enquadra nos requisitos preliminares de exclusão e está claramente especificada no regulamento publicado em nosso site”, informou a Fundação Milano-Cortina 2026, acrescentando que a conquista em Lillehammer-1994 foi “emblemática”.

Campeão olímpico na Noruega

Fauner, campeão olímpico na Noruega no revezamento 4×10 km, protestou contra a exclusão em entrevista ao jornal Gazzetta dello Sport. Além dele, dois de seus três companheiros de equipe na campanha que resultou na histórica medalha, Maurizio De Zolt e Giorgio Vanzetta, também foram deixados de lado.

– Diante do que veio à tona, solicitei informações à Fundação Milano-Cortina e ao Coni para entender os critérios de seleção. Em princípio, é evidente que lendas do esporte e aqueles que fizeram história devem ser tratados com o máximo respeito. Fiquei também um pouco surpreso, pois, diante de um fenômeno tão maravilhoso como o revezamento da tocha, entre os 10.001 condutores, acredito que atletas olímpicos deveriam estar na linha de frente – afirmou o ministro dos Esportes da Itália, Andrea Abodi.

O partido de direita Liga, do vice-premiê e ministro da Infraestrutura da Itália, Matteo Salvini, classificou a escolha dos portadores da tocha como “incompreensível e preocupante”, por não incluir “o envolvimento pleno de lendas do esporte”.

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