Rio de Janeiro, 15 de Julho de 2026

Irmãos são presos por fraude com criptomoedas no DF

Dois irmãos são presos por aplicar golpes com criptomoedas, resultando em prejuízo de R$ 300 mil e apreensão de drogas no DF.

Quarta, 17 de Junho de 2026 às 14:00, por: CdB

Operação contra crimes cibernéticos identificou prejuízo de R$ 300 mil e apreendeu crack, cocaína e equipamentos de produção.

Por Redação, com JBr – de Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), deflagrou a Operação Carteira Vazia e prendeu dois irmãos, de 31 e 26 anos, suspeitos de aplicar golpes envolvendo criptomoedas. As prisões ocorreram simultaneamente nas cidades de Paraíso do Tocantins (TO) e Porto Franco (MA), com apoio das polícias civis dos dois estados.

PCDF prende irmãos por golpes com criptomoedas e acha laboratório de drogas

Segundo as investigações, o grupo utilizava páginas falsas que imitavam plataformas legítimas de investimentos para capturar credenciais e códigos de autenticação das vítimas em tempo real. Após obter acesso às contas, os suspeitos transferiam os criptoativos para carteiras digitais sob seu controle. A polícia identificou pelo menos cinco domínios fraudulentos, que apareciam como links patrocinados em mecanismos de busca, dificultando a identificação da fraude pelos usuários.

Vítimas

Até o momento, ao menos três vítimas foram identificadas, com prejuízo estimado em R$ 300 mil em criptomoedas. A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias em fintechs e de ativos digitais dos investigados. Durante o cumprimento de mandado de busca na residência do suspeito de 26 anos, em Paraíso do Tocantins, os policiais localizaram mais de dois quilos de crack, mais de um quilo de cocaína e prensas hidráulicas utilizadas na produção das drogas.

Além da prisão preventiva pelos crimes cibernéticos, o investigado foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. Em depoimento à polícia, ele teria confessado a prática dos golpes com criptomoedas há cerca de dois anos e a produção de crack há aproximadamente um ano. Os dois suspeitos permanecem presos e poderão responder por estelionato qualificado e tráfico de drogas, crimes cuja pena máxima pode chegar a 23 anos de reclusão.

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