Segundo o oficial iraniano, o ato “também constitui um crime”. A medida norte-americana “viola a Carta das Nações Unidas, que considera o bloqueio dos portos e costas de um país um ato de agressão”.
Por Redação, com Ansa – de Teerã e Washington
O Irã respondeu, neste domingo, à acusação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o país persa ter cometido uma “grave violação” do cessar-fogo entre as partes. Segundo Teerã, foram os norte-americanos que romperam a trégua ao bloquear o acesso aos portos do país.

— O bloqueio imposto pelos EUA ao Estreito de Ormuz é ilegal e viola o cessar-fogo vigente — declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei.
Segundo o oficial iraniano, o ato “também constitui um crime”. A medida norte-americana “viola a Carta das Nações Unidas, que considera o bloqueio dos portos e costas de um país um ato de agressão” e “representa uma punição coletiva contra o povo iraniano”, sublinhou Baghaei.
Ameaça
Mais cedo, Trump anunciou que uma delegação norte-americana irá nesta segunda-feira ao Paquistão para reiniciar as negociações com o Irã. O vice-presidente JD Vance lidera a delegação dos EUA nas negociações, embora Trump tenha dito, anteriormente, que Vance não participaria da equipe de negociadores.
Vance estará acompanhado pelos dois enviados do presidente, Steve Witkoff e Jared Kushner, segundo informe da Casa Branca. Em uma mensagem nas redes sociais, Trump também acusou Teerã de violar o cessar-fogo ao lançar ataques no Estreito de Ormuz e ameaça destruir as infraestruturas do país, como centrais elétricas, em caso de fracasso das conversas.
Decisão
“Eles vão ceder rápido, vão ceder facilmente e, se não aceitarem o acordo, será uma honra para mim fazer o que precisa ser feito, o que deveria ter sido feito com o Irã por outros presidentes nos últimos 47 anos. É hora de acabar com a máquina de matar do Irã”.
O Irã, por sua vez, ainda não havia decidido, até o fim da tarde deste domingo, se enviará uma delegação de negociação ao Paquistão “enquanto houver um bloqueio naval”, informou a agência iraniana de notícias Tasnim.