De acordo com Baghaei, “não é apenas o regime sionista que está violando o cessar-fogo” em Beirute, já que “EUA também estão violando a trégua” no Irã “de forma generalizada”.
Por Redação, com ANSA – de Teerã
O Irã cortou o diálogo com os Estados Unidos em protesto contra a escalada de Israel no Líbano, informou a agência de notícias iraniana Tasnim nesta segunda-feira.

“Temos enfatizado e continuaremos a reforçar que um cessar-fogo no Líbano é parte integrante de qualquer trégua e de qualquer acordo final para pôr fim à guerra” no Oriente Médio, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Teerã, Esmail Baghaei, citado pela Irna, acrescentando que o país persa “não hesitará em agir para ajudar” a nação árabe.
De acordo com Baghaei, “não é apenas o regime sionista que está violando o cessar-fogo” em Beirute, já que “EUA também estão violando a trégua” no Irã “de forma generalizada”.
O porta-voz frisou ainda que os ataques de Teerã contra bases e infraestruturas norte-americanas “constituem um legítimo exercício de autodefesa”, ao comentar a ofensiva anunciada pela Guarda Revolucionária contra uma instalação de Washington na região, em resposta a uma incursão das forças dos EUA a uma torre de telecomunicações na Ilha Sirik, na província de Hormozgan.
– A declaração da União Europeia que culpa o Irã enquanto exerce seu direito de autodefesa contra a agressão americana lançada de bases em países vizinhos é um exemplo magistral de indignação moral seletiva; é hipócrita e imprudente – disse Baghaei, sem especificar a qual declaração de Bruxelas se referia.
Ataques
Nos últimos dias, a UE contestou os ataques iranianos ao Kuwait, um dos principais aliados de Washington no Oriente Médio, alegando que o regime dos aiatolás violou a soberania do país.
De acordo com o presidente do Parlamento de Teerã e chefe das negociações com os EUA, Mohammad Bagher Ghalibaf, “tudo tem um preço e a conta chegará”.
– Tudo vai dar certo – acrescentou Ghalibaf, no X.
Em pleno cessar-fogo entre EUA e Irã, os americanos retomaram, nos últimos dias, ataques contra instalações iranianas “que ameaçavam a trégua” entre as partes.
A reabertura do Estreito de Ormuz, a principal hidrovia do Oriente Médio, e o programa nuclear de Teerã seguem entre os principais empecilhos para o fim da guerra, iniciada por EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.