Os Estados Unidos (EUA) no entanto, segundo afirmou, continuaram a “violar repetidamente os compromissos” acordados e a praticar “pirataria e roubo marítimo sob o chamado bloqueio”.
Por Redação, com Irna – de Teerã
A República Islâmica do Irã retomou, neste sábado, o controle sobre o Estreito de Ormuz, restaurando o seu status anterior, com supervisão reforçada pelas Forças Armadas do país. O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã, tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, referiu-se ao estreito como estratégico e citou que o local está “sob estrita gestão e controle das Forças Armadas”.

Zolfaghari observou que o Irã havia concordado anteriormente, num ato “de boa fé” e seguindo acordos prévios feitos durante as negociações, em permitir a passagem controlada de um número limitado de petroleiros e embarcações comerciais pelo estreito.
Os Estados Unidos (EUA) no entanto, segundo afirmou, continuaram a “violar repetidamente os compromissos” acordados e a praticar “pirataria e roubo marítimo sob o chamado bloqueio”.
— Portanto, o controle do Estreito de Ormuz retornou ao seu estado anterior — afirmou.
Ameaças
A agência iraniana de notícias Tasnim, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) , já havia informado que, caso o bloqueio naval dos Estados Unidos continuasse, o estreito voltaria a ser fechado, prejudicando a comercialização de 20% da produção de petróleo no mundo.
Para os iranianos, a permanência dos navios estadunidenses na região é violação do acordo de cessar-fogo. Navios dos EUA estão posicionados no Oceano Índico a uma distância do Estreito de Ormuz de onde podem interceptar eventuais ataques do Irã.