Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve recuo de 0,39% em março, depois de cair 0,80% no mês anterior.
Por Redação – do Rio de Janeiro
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou queda de 0,24% em março, depois de recuar 0,42% no mês anterior. O indicador da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta terça-feira, passa a acumular uma retração de 2,53% nos últimos 12 meses.

Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve recuo de 0,39% em março, depois de cair 0,80% no mês anterior. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) por sua vez, que responde por 30% do índice geral, desacelerou a alta a 0,03% no mês, depois de subir 0,50% em fevereiro. E o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) subiu 0,29% em março, depois de uma alta de 0,47% em fevereiro.
— O índice de preços ao produtor segue registrando queda nas commodities de maior peso, especialmente minério de ferro, soja e milho. O recuo do IPA não foi mais intenso devido à elevação dos preços de produtos da pecuária, como bovinos, carne e leite. Destacam-se (nos preços ao consumidor) os movimentos de cursos formais e passagens aéreas, ambos registrando retração em suas taxas de variação — observou André Braz, economista do FGV Ibre.
Consumidores
O IGP-10 é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). Registra a inflação de todos os segmentos desde matérias-primas agrícolas e industriais utilizadas pelos produtores até bens e serviços finais demandados pelos consumidores.
Como o IGP-10 é um índice múltiplo, seus componentes possuem públicos-alvo diferentes: o IPA-10 abrange os produtores dos setores agropecuário e da indústria de transformação; o IPC-10 abrange a cesta das famílias com renda de 1 a 33 salários-mínimos; e o INCC-10 abrange o setor da construção de imóveis residenciais.