Rio de Janeiro, 03 de Abril de 2025

Governo do Equador declara emergência devido a incêndios florestais

A declaração permite a movimentação de recursos econômicos para combater os incêndios e seus efeitos, que se concentram nas províncias de Azuay (sul) e Loja (fronteira com o Peru).

Segunda, 18 de Novembro de 2024 às 14:45, por: CdB

A declaração permite a movimentação de recursos econômicos para combater os incêndios e seus efeitos, que se concentram nas províncias de Azuay (sul) e Loja (fronteira com o Peru).

Por Redação, com CartaCapital – de  Quito

O Equador declarou emergência nacional devido ao déficit hídrico, à seca e aos incêndios florestais que consumiram mais de 10 mil hectares no sul do país em novembro, informou nesta segunda-feira a Secretaria Nacional de Gestão de Riscos (SNGR).

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Uma floresta no morro turístico de El Panecillo, no centro histórico de Quito, foi consumida pelas chamas de um incêndio florestal

A ministra do Meio Ambiente, Inés Manzano, “confirmou a Declaração de Emergência Nacional por incêndios florestais, déficit hídrico e seca (…) por um período de 60 dias”, diz o SNGR em comunicado.

A declaração permite a movimentação de recursos econômicos para combater os incêndios e seus efeitos, que se concentram nas províncias de Azuay (sul) e Loja (fronteira com o Peru).

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Em setembro, o governo estabeleceu um alerta vermelho em 20 das 24 províncias do país devido ao pior déficit hídrico em mais de seis décadas no Equador.

Incêndios florestais

Isso levou a frequentes apagões programados devido às baixas vazões nos rios que alimentam as usinas hidrelétricas. E agravou os incêndios florestais que ameaçam a segurança alimentar dos moradores devido à perda de cerca de 40 mil hectares de cultivos e de mais de 44 mil animais de criação.

Até o momento, “foram registrados 17 incêndios ativos e cinco controlados em todo o país, com especial impacto nas províncias de Azuay e Loja”, informou a Secretaria. Oito helicópteros sobrevoam a área descarregando água, três deles enviados pelo Peru e pela embaixada italiana, acrescentou.

As autoridades consideram que trata-se de incêndios provocados para limpar terrenos e utilizá-los para a agricultura.

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