A empresa pertencente à Alphabet espera que o novo chip, informalmente apelidado de “Frozen v2”, ajude a resolver a escassez de capacidade de computação de IA.
Por Redação, com agências internacionais – de São Francisco
O Google está desenvolvendo um novo chip para servidores que incorporaria elementos de seu modelo Gemini diretamente no hardware, numa tentativa de disponibilizar seus modelos de IA aos usuários de forma mais eficiente, informou o The Information nesta segunda-feira, citando fontes familiarizadas com o assunto.

A empresa pertencente à Alphabet espera que o novo chip, informalmente apelidado de “Frozen v2”, ajude a resolver a escassez de capacidade de computação de IA que alimentou tensões internas e levou o Google Cloud a recusar acordos com clientes externos, segundo a reportagem.
As ações da Alphabet subiram 3,3% no início do pregão.
O Google planeja implantar o chip em 2028, embora os engenheiros ainda estejam finalizando seu design e a quantidade de informações do modelo que serão integradas, segundo a reportagem.
De acordo com o relatório, o chip pode ser de seis a dez vezes mais eficiente do que os chips de IA personalizados mais recentes do Google, com base no número de tokens de IA atendidos por unidade de energia.
– Nossas equipes estão constantemente pesquisando e experimentando novas inovações… Ao projetarmos nosso hardware e software desde o início, garantimos que nossos sistemas sejam integrados e altamente otimizados – disse um porta-voz do Google Cloud.
O projeto “Frozen” tem como objetivo criar um novo conjunto de chips desenvolvidos internamente, independentes das unidades de processamento tensorial (TPUs) do Google, em vez de substituí-las, segundo a reportagem.
A Bloomberg News noticiou na semana passada que o Google adiou o lançamento de seu mais recente modelo de IA, o Gemini, após não atingir as metas internas. A empresa está trabalhando para aprimorar suas capacidades, principalmente em programação.
A Meta iniciou os testes de uma nova funcionalidade chamada “Series” (Séries) para o Reels no Instagram e no Facebook. O objetivo da ferramenta é facilitar o acompanhamento de conteúdos sequenciais e episódicos na plataforma, permitindo que criadores organizem vídeos novos e antigos em formato de episódios dentro de uma história maior.
Com a novidade, os criadores selecionados podem agrupar seus Reels em um hub dedicado em seus perfis. A experiência assemelha-se à de serviços de streaming e ao recurso já existente no rival TikTok.
A funcionalidade inclui botões como “Watch Next” (assistir ao próximo) e opções para os usuários salvarem as séries para assistir mais tarde, permitindo que o público assista aos vídeos em ordem cronológica e retome exatamente de onde parou.
A iniciativa aponta para um investimento da Meta em visualizações de longo prazo e hábitos de consumo contínuos, estimulando os usuários a passarem mais tempo no aplicativo em vez de apenas realizarem rolagens rápidas pelo feed. Para os criadores, o formato oferece uma maneira mais organizada de publicar desafios, tutoriais ou conteúdos segmentados (como um exemplo de “10 dias de panificação saudável”).
A Meta confirmou que está avaliando formas de monetização para a ferramenta, embora ainda não tenha compartilhado detalhes específicos. Como base de comparação, o TikTok lançou sua função homônima em 2023, permitindo coleções de conteúdos premium protegidos por paywall.
No momento, o recurso “Series” encontra-se em fase de testes limitados com criadores e produtores de conteúdo selecionados que já publicavam vídeos sequenciais nas plataformas da Meta. Não há um anúncio oficial sobre o lançamento geral para todo o público.