Ex-vereador perdeu o mandato e ficou inelegível, mas continuou como principal nome da família nas campanhas; Giselle foi reeleita para a Alerj e Roberto virou suplente.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Mesmo depois de perder o mandato de vereador e ficar inelegível em meio às acusações de estupro, Gabriel Monteiro conseguiu manter a família no cenário político do Rio de Janeiro. Nas eleições de 2026, sua irmã, Giselle Monteiro, foi reeleita para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), enquanto o pai, Roberto Monteiro, não conseguiu renovar a cadeira na Câmara dos Deputados e ficou como suplente do PL.

Giselle recebeu 44,5 mil votos e garantiu mais um mandato na Alerj. Roberto Monteiro Pai teve 38 mil votos na disputa para deputado federal e não alcançou uma das vagas destinadas ao Rio de Janeiro, passando à condição de suplente.
O resultado mantém a presença política da família Monteiro mesmo após a saída de Gabriel da disputa eleitoral. O ex-vereador teve o mandato cassado em 2022 e ficou inelegível depois do processo aberto na Câmara Municipal do Rio em meio a denúncias de abuso sexual, incluindo acusação de estupro. Ele nega as acusações.
Cabo eleitoral
Gabriel Monteiro ganhou projeção como influenciador digital antes de entrar para a política. Ex-policial militar, ficou conhecido por vídeos de fiscalização de serviços públicos e foi eleito vereador do Rio de Janeiro em 2020.
A cassação ocorreu em 2022, quando os vereadores aprovaram a perda do mandato após denúncias de estupro e acusações relacionadas à produção de vídeos apresentados como flagrantes. Com a cassação, Gabriel ficou impedido de disputar a eleição para deputado federal naquele ano.
Mesmo fora das urnas, porém, ele passou a atuar na campanha dos familiares. A estratégia levou Roberto Monteiro à Câmara dos Deputados e Giselle Monteiro à Alerj em 2022.
A influência eleitoral de Gabriel continuou sendo associada às campanhas do pai e da irmã. Os três apareciam juntos em vídeos nas redes sociais, em ações políticas e atividades voltadas a hospitais públicos do Rio.
Em 2026, Giselle conseguiu repetir a eleição para a Alerj. Com 44,5 mil votos, garantiu a permanência no Legislativo estadual por mais uma legislatura.
Roberto Monteiro, por sua vez, não conseguiu se reeleger deputado federal. Com 38 mil votos, terminou a disputa sem uma cadeira titular, mas deverá ocupar uma das vagas de suplência do PL.
A trajetória eleitoral da família começou a ganhar força ainda antes da eleição de 2022, quando Gabriel era apontado como uma das apostas do PL para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Após a cassação, o partido passou a apostar no pai para a disputa federal, enquanto Giselle concorreu à Alerj. Os dois foram eleitos naquele pleito.
Agora, quatro anos depois, a configuração mudou: Giselle permanece com mandato na Assembleia Legislativa, enquanto Roberto deixou de ser titular na Câmara e passa à suplência. Gabriel, que está inelegível, segue fora da disputa direta, mas sua família continua ocupando espaço na política fluminense.