Flávio Bolsonaro obteve cerca de R$ 130 milhões para o filme junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em meio ao colapso do Banco Master.
Por Redação – de Londres
A cinebiografia em inglês sobre o ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL) “está se transformando em uma comédia de erros” antes mesmo de seu lançamento. O ponto de vista é do diário britânico Financial Times (FT), para o qual o projeto cinematográfico ‘Dark Horse’ passou a ser alvo de suspeitas, após a vazamento de informações sobre irregularidades no financiamento do longa-metragem e a ligação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Antes mesmo de seu lançamento, a cinebiografia em inglês (sobre Jair Bolsonaro) está se transformando em uma comédia de erros, após revelações de que Flávio Bolsonaro obteve milhões de dólares em financiamento para o filme com um suspeito de corrupção, apontado como o responsável pelo colapso de um banco de US$ 10 bilhões”, afirma a reportagem.
Contatos
Flávio Bolsonaro obteve cerca de R$ 130 milhões para o filme junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em meio ao colapso do Banco Master. O jornal britânico descreve Vorcaro como alguém que cultivava “contatos de alto nível em importantes instituições enquanto ostentava um estilo de vida luxuoso”, em um esquema que, segundo críticos citados pela publicação, configuraria tráfico de influência para beneficiar seus interesses.
O FT também destaca que a crise em torno do longa levantou dúvidas sobre a viabilidade eleitoral de Flávio Bolsonaro, considerado por aliados como possível herdeiro político do pai. Segundo o diário britânico, Jair Bolsonaro ainda é o principal líder da direita brasileira e a definição sobre uma eventual candidatura presidencial de Flávio dependeria diretamente dele.