Rio de Janeiro, 11 de Agosto de 2026

Falta de gás natural derruba produção de alumínio e abre crise no setor

A unidade situada no Pará tem capacidade para produzir 6,3 milhões de toneladas de alumina por ano.

Terça, 11 de Agosto de 2026 às 21:02, por: CdB

A unidade situada no Pará tem capacidade para produzir 6,3 milhões de toneladas de alumina por ano.

Por Redação – de Belém

A siderúrgica norueguesa Norsk Hydro informou, nesta terça-feira, que sua refinaria de alumina Alunorte, no Brasil, reduziu a produção para 50% da capacidade devido à diminuição no fornecimento de gás natural, o que contribuiu para que os preços do alumínio atingissem a maior alta em sete semanas, no mercado internacional.

Alumínio
A produção de alumínio exige alto consumo de gás natural

A unidade situada no Pará tem capacidade para produzir 6,3 milhões de toneladas de alumina por ano. São necessárias aproximadamente duas toneladas de alumina, uma substância refinada a partir da bauxita, para produzir uma tonelada de alumínio metálico.

A companhia nórdica acrescenta que implementou medidas de contingência para mitigar o impacto nas operações da Alunorte após ser informada sobre interrupções no fornecimento por parte de sua fornecedora de gás, a Celba.

 

Acesso

“As medidas incluem a compra de volumes de gás no mercado à vista, a solicitação de acesso direto ao terminal de recebimento e regaseificação de GNL de Barcarena e a redução temporária da produção de alumina para 50%”, informou a empresa, em comunicado.

O impacto financeiro potencial no terceiro trimestre, decorrente da redução da produção e da compra de gás a preços acima do preço contratual, pode ser de US$ 75 milhões a US$ 100 milhões (R$ 383,32 milhões a R$ 511,1 milhões), comunicou a Hydro.

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