O Comando Vermelho, facção nativa no Rio de Janeiro, avançou sobre áreas dominadas pelo cearense Guardiões do Estado (GDE) nos últimos anos.
Por Redação, com ABr – de Fortaleza
Oitavo Estado brasileiro em população e quarto com o maior número de mortes violentas, no ano passado, o Ceará permanece no centro de uma disputa entre as duas das maiores facções criminosas do país. O cenário fez da segurança o principal desafio do governador Elmano de Freitas (PT).

O Comando Vermelho, facção nativa no Rio de Janeiro, avançou sobre áreas dominadas pelo cearense Guardiões do Estado (GDE) nos últimos anos. Para fazer frente ao inimigo externo, a facção local se aliou ao Terceiro Comando Puro (TCP), outra facção originária do Rio.
Letalidade
A chegada dos grupos criminosos com atuação nacional veio acompanhada de práticas como a exploração ilegal dos serviços de internet, a extorsão de moradores e comerciantes e até mesmo expulsão de famílias de suas casas.
— Há um movimento de disputa entre as facções muito violento, que aumenta muito a letalidade, porque eles têm métodos de dominação na base da violência. Isso está acontecendo no Brasil todo. Não é uma peculiaridade do Ceará — afirma o secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Sá.
O Estado, contudo, ganhou uma centralidade para os grupos criminosos por sua posição estratégica para a rota do tráfico internacional, com portos e aeroportos próximos da Europa e dos Estados Unidos, o que dificulta o combate ao crime organizado.