Em Ritos, Patricia Guerreiro também teve a oportunidade de celebrar os 15 anos do seu trabalho em cerâmica e trazer à tona a técnica na qual as obras expostas foram levadas a um forno de 900 graus e retiradas incandescentes.
Por Redação - do Rio de Janeiro
A abertura oficial da exposição Ritos, da artista visual Patricia Guerreiro aconteceu na última quinta-feira, na galeria g o z t o, de Sergio Zobaran, no charmoso e revitalizado Largo do Boticário, Zona Sul do Rio. Convidados e amantes do design e da arte puderam apreciar as obras feitas pela artista carioca em Raku, técnica milenar japonesa.

Em Ritos, Patricia Guerreiro também teve a oportunidade de celebrar os 15 anos do seu trabalho em cerâmica e trazer à tona a técnica na qual as obras expostas foram levadas a um forno de 900 graus e retiradas incandescentes.
– Fui convidada pelo Sérgio Zobaran para fazer esta exposição na g o z t o com peças exclusivas. Eu sempre gostei de assumir e trabalhar com a imperfeição na minha pesquisa artística, até porque para mim em arte não existe certo ou errado, não há perfeito e imperfeito. E o Raku me proporciona experimentar este extase que é ver uma obra minha ser queimada diretamente pelo fogo e aguardar para ver o que o fogo vai fazer com ela; qual o toque, qual é a arte, como ele vai me surpreender – disse Patricia Guerreiro que, aproveitou o momento e vestiu a força do Raku.
– Meu fascínio pelo fogo é total. O fogo é ancestral. Eu solicitei para Maria Mendes, estilista que se inspira em artistas para criar as coleções dela, que me vestisse com esta potência do fogo e do Raku – explicou.

Entre os presentes estavam Narcisa Tamborindeguy, o advogado Técio Lins e Silva, o arquiteto Chicô Gouveia, a artista plástica Isabela Francisco, a artista visual Adriana Lerner e Lalá Guimarães. Artistas contemporâneos como o poeta Mar do Vale (o responsável pelas frases que já fazem parte do visual da cidade do Rio) e os artistas Márcio Kozlowski e Rafael Prado também marcaram presença.
g o z t o, a galeria de design do Rio
Fundada há um ano e meio no Beco do Boticário, 1, a galeria ocupa o porão de uma casa tombada de 1840, que abrigou o ateliê do artista plástico Augusto Rodrigues por 30 anos no final do século XX. Voltada para o design e em seu encontro com a arte, a g o z t o tem exposições temporárias, e apresenta em seu acervo aberto, de forma permanente, obras de 15 artistas, de designers de jóias autorais a ceramistas e pintores.