A cerimônia oficial de assinatura está marcada para a próxima sexta-feira, na Suíça. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.
Por Redação, com ANSA – de Washington, Teerã
O Paquistão anunciou neste domingo que Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de paz, com cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano, e a reabertura do Estreito de Hormuz.

A cerimônia oficial de assinatura está marcada para a próxima sexta-feira, na Suíça. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, em sua conta na rede social X.
– Após intensas negociações, temos o prazer de anunciar que o acordo de paz entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã foi alcançado – escreveu Sharif.
– Ambos os lados declararam a cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano – acrescentou.
Segundo o premiê, os mediadores facilitarão uma série de reuniões nesta semana para preparar as discussões técnicas e a cerimônia oficial de assinatura. Sharif agradeceu ao Catar pela mediação, bem como à Arábia Saudita e à Turquia pelas contribuições.
– Agradecemos aos Estados Unidos e ao Irã pelo compromisso em encontrar uma solução diplomática para o conflito – ressaltou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a notícia em sua rede Truth Social. “O acordo com a República Islâmica do Irã está agora completo. Parabéns a todos”, escreveu o magnata norte-americano.
Em seguida, Trump autorizou a reabertura “total” do Estreito de Hormuz e determinou a remoção imediata do bloqueio naval dos EUA na rota marítima, que é crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico.
O estreito está bloqueado — primeiro pelo Irã e depois também pelos Estados Unidos — desde o início de março, o que provocou um choque global nos preços de commodities energéticas e pressionou a inflação no mundo todo.
– Navios de todo o mundo, liguem os motores. Que o petróleo flua! – acrescentou Trump. Em uma publicação subsequente, o mandatário explicou que Ormuz, na verdade, será reaberto apenas depois de 19 de junho, devido à necessidade de “remoção de minas”.
– Esse grande acordo vai levar paz e segurança para toda a região – assegurou. A expectativa é de que temas como a questão nuclear e a revogação das sanções sejam tratadas apenas depois da cerimônia da próxima sexta, que deve contar com a presença do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance. “Não há pressa”, garantiu Trump ao diário The Wall Street Journal.
Irã
Além disso, ele assegurou que “nunca” buscou uma mudança de regime no Irã, embora tenha instado manifestantes a derrubar o governo dos aiatolás no início do conflito.
Por sua vez, o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, declarou que Teerã passará à fase sucessiva das tratativas somente quando seus bens forem descongelados e após o fim formal da guerra e do bloqueio naval norte-americano.
– O inimigo, que atacou para atingir seus objetivos malignos, viu todos os seus propósitos frustrados, e a República Islâmica do Irã obteve grandes vitórias nesta guerra – disse Gharibabadi.
O acordo chegou a ser ameaçado pela nova onda de ataques de Israel contra o Hezbollah, grupo aliado de Teerã, no Líbano, com as forças iranianas prometendo retaliações. A ação militar provocou duras críticas de Trump ao premiê israelense, Benjamin Netanyahu, definido pelo magnata como alguém “sem juízo”.
Com o compromisso deste domingo entre EUA e Irã, o país persa não deve mais lançar represálias.