Oyarzabal, de pênalti, e Pedro Porro balançaram as redes para a seleção espanhola, que dominou a partida do início ao fim e ouviu a torcida entoar gritos de “olé” nos minutos finais.
Por Redação, com agências internacionais – de Dallas
A Espanha garantiu vaga na final da Copa do Mundo de 2026. Nesta terça-feira, a equipe comandada por Luis de la Fuente superou a França por 2 a 0, em Dallas, com uma atuação convincente e manteve vivo o sonho do bicampeonato mundial.

Oyarzabal, de pênalti, e Pedro Porro balançaram as redes para a seleção espanhola, que dominou a partida do início ao fim e ouviu a torcida entoar gritos de “olé” nos minutos finais. Classificada, a Espanha agora espera o vencedor do confronto entre Argentina e Inglaterra para conhecer seu adversário na final.
Mesmo sem balançar as redes, Lamine Yamal, principal estrela de La Roja, um dos principais destaques na vitória espanhola. O atacante, que completou 19 anos na segunda-feira, venceu os duelos mais importantes contra o lateral Lucas Digne e sofreu o pênalti que, convertido por Oyarzabal, abriu o placar.
Yamal ainda teve a oportunidade de fazer o terceiro gol espanhol, mas teve o tento anulado por impedimento: ele recebeu na direita, cortou sobre o lateral francês e acertou o ângulo de Maignan, mas o assistente ergueu a bandeira e arrancou protestos do atacante, que não se conformou com a decisão.
Outras peças-chave na vitória espanhola foram o meia Dani Olmo e o volante Rodri: além de comandar o meio de campo, o camisa 10 também deu a assistência para Pedro Porro marcar o segundo gol. Já o Bola de Ouro ofereceu muita segurança sem a bola nos pés, praticamente anulando o astro francês Olise.
A Espanha aguarda, agora, o vencedor do confronto entre Inglaterra e Argentina, que acontece na próxima quarta-feira, 15, para conhecer o rival na grande decisão da Copa do Mundo de 2026. A final acontece às 16h (de Brasília) do próximo domingo, 19, em Nova Jersey.
Já a França volta a campo às 18h de sábado, pela disputa do terceiro lugar em Miami.
O jogo
Com mais posse, a Espanha ditou o ritmo do jogo com a bola no chão, enquanto a França apostou em ligações diretas ao ataque para deixar as estrelas, como Ousmane Dembélé e Kylian Mbappé, no mano a mano. O esquema, aliado à forte marcação, praticamente anulou o talento de Michael Olise.
O primeiro tempo foi de poucas oportunidades de gol e um jogo muito pegado no meio de campo. Pouco inspirado, o candidato a artilheiro Mbappé teve a chance de abrir o placar aos 12 minutos, mas abusou da força e isolou a bola sobre o gol de Unai Simon.
A Espanha respondeu pouco depois, aos 19 minutos. Yamal foi lançado na direita e Digne errou no lance. O lateral espirrou um cabeceio e, ao tentar tirar com os pés, acertou um chute no camisa 19 de La Roja. O árbitro Iván Barton não pensou duas vezes para apontar para a marca da cal. Oyarzabal foi bem na cobrança, chutando no alto do canto esquerdo de Maignan, que não alcançou.
Os espanhóis ainda puderam ampliar na reta final da primeira etapa. Com a pressão alta, Fabián Ruiz levou a melhor na saída de bola francesa, mas acabou travado na finalização. A França, por sua vez, respondeu com um belo contra-ataque, obrigando Simon a sair da área para cortar a bola de Mbappé.
No segundo tempo, a Espanha voltou a criar as melhores oportunidades e, logo aos cinco minutos, Yamal recebe belo lançamento de Pedro Porro, mas chuta sem ângulo para defesa de Maignan. Depois, a arbitragem apontou impedimento. Na sequência, Oyarzabal tentou de longa distância, mas chutou por cima do travessão.
Logo depois, o meio de campo espanhol voltou a brilhar e, em tabela com Dani Olmo, Pedro Porro recebeu livre na área e chutou na saída de Maignan para ampliar o placar. Deschamps foi para o tudo ou nada e rodou o time, promovendo Theo Hernández e Cherki nos lugares de Digne e Olise.
A França voltou a obrigar Unai Simon a sair do gol, em belo lançamento para Mbappé. A bola sobrou para Doué que, diante do gol aberto, chutou fraco e deu chance para o goleiro espanhol recuperar e evitar o perigo. Mbappé ainda tentou um novo chute de longe, mas deu nova espirrada. Aquém do futebol demonstrado até a semifinal, a França se viu dominada pelo equilíbrio tático espanhol e se despediu do Mundial.