Rio de Janeiro, 26 de Fevereiro de 2026

Escândalo Epstein leva à renúncia no Fórum Econômico Mundial

Borge Brende renuncia ao cargo de presidente do Fórum Econômico Mundial após revelações sobre seus laços com Jeffrey Epstein. Entenda os detalhes.

Quinta, 26 de Fevereiro de 2026 às 10:14, por: CdB

Borge Brende, que organiza a cúpula anual de Davos, na Suíça, anunciou demissão do cargo após revelações sobre seus laços com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

Por Redação, com DW – de Davos, na Suíça

Borge Brende, presidente do Fórum Econômico Mundial (FEM), que organiza a cúpula anual de Davos, na Suíça, anunciou sua renúncia nesta quinta-feira, após revelações sobre seus laços com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

Escândalo Epstein leva à renúncia no Fórum Econômico Mundial | “Agora é o momento certo para o Fórum continuar seu importante trabalho sem distrações”, disse Borge Brende em comunicado
“Agora é o momento certo para o Fórum continuar seu importante trabalho sem distrações”, disse Borge Brende em comunicado

“Após cuidadosa reflexão, decidi renunciar ao cargo de presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial”, disse Brende, que também é ex-ministro das Relações Exteriores da Noruega. “Agora é o momento certo para o Fórum continuar seu importante trabalho sem distrações”, acrescentou em um comunicado. 

Após oito anos no cargo, ele chegou à conclusão de que “tanto o FEM quanto eu nos beneficiaríamos mais se eu passasse o bastão para outra pessoa”, disse Brende ao jornal Dagens Næringsliv. O caso Epstein, segundo ele, poderia desviar a atenção do importante trabalho do Fórum. Brende ressaltou, no entanto, que uma “revisão externa” não revelou nada que “já não fosse conhecido e amplamente divulgado pela mídia” sobre seu envolvimento no caso.

Brende foi ministro das Relações Exteriores da Noruega de 2013 a 2017 e era presidente do FEM desde 2017.

O nome do político norueguês consta nos arquivos de Epstein recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, revelando que, desde 2018, ele manteve contato com o americano, que morreu sob custódia em 2019.

O Fórum Econômico Mundial (FEM) anunciou posteriormente uma revisão independente que, segundo o comunicado atual, já foi concluída e cujas conclusões mostram “que não há outras preocupações além das já divulgadas”.

Diversos jantares

Inicialmente, Brende negou ter tido contato com o financista. Depois, admitiu que jantou com ele diversas vezes em 2018 e 2019 – período em que o americano já havia sido condenado por abuso sexual e cumprido pena de prisão. A TV2 informou ainda que Brende enviou várias mensagens de texto ao empresário. À emissora, ele afirmou não se lembrar do teor das mensagens e declarou que desconhecia as atividades e o passado do magnata.

Epstein comandou uma rede de tráfico sexual por anos, na qual teria feito dezenas de vítimas, incluindo jovens mulheres e menores de idade. O financista nova-iorquino tinha excelentes conexões na alta sociedade dos EUA e de muitos outros países.

Vários noruegueses

O comitê de supervisão do Parlamento norueguês anunciou recentemente uma investigação independente sobre o envolvimento da elite da política externa da Noruega no escândalo Epstein. Uma comissão de inquérito examinará o caso e os métodos de trabalho do Serviço Diplomático nos últimos anos.

Devido aos seus contatos com o criminoso sexual americano condenado Jeffrey Epstein, o ex-primeiro-ministro norueguês e ex-secretário-geral do Conselho da Europa, Thorbjorn Jagland, a ex-embaixadora na Jordânia e no Iraque, Mona Juul, e seu marido, o ex-diplomata Terje Rod-Larsen, já estão sob investigação das autoridades. Os três são investigados por suspeita de corrupção grave.

A princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, também figura com destaque nos documentos mais recentes; ela é acusada de ter tido contato privado com o criminoso sexual por anos. Aos 52 anos, ela emitiu um pedido de desculpas por escrito por sua amizade com Epstein.

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