“A decisão do TSE, na interpretação de diversos juristas, é a de que a Justiça Eleitoral deveria convocar eleições diretas”, protestou Eduardo Paes (PSD).
Por Redação – do Rio de Janeiro
Ex-prefeito e agora pré-candidato ao governo do Estado do Rio, Eduardo Paes (PSD) posicionou-se contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou eleição indireta para o mandato-tampão ao governo estadual, após renúncia de Cláudio Castro (PL). Nas redes sociais, Paes afirma que a “população deveria ter o direito de escolher” e diz que colocará seu nome como candidato caso o pleito seja direto.

“A decisão do TSE, na interpretação de diversos juristas, é a de que a Justiça Eleitoral deveria convocar eleições diretas. Como decidir com imparcialidade e justiça em um colegiado em que a maioria (muitos eleitos usando o esquema desvendado) faz parte do grupo político que foi cassado pelo próprio TSE na última terça?”, questionou Paes.
Em referência à condenação de Castro pelo TSE, nesta semana, Paes contesta o resultado da ação julgada pela Corte, a qual sustenta que houve na campanha de 2022 uso da estrutura da Fundação Ceperj e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) para contratação de cabos eleitorais, com distribuição de cargos e recursos públicos para ampliar apoio político durante o período eleitoral.
Adversário
“Colocarei meu nome como candidato com diretas já ou nas eleições de outubro, mas seria importante que a justiça que tardou no caso Ceperj pudesse ter a atenção necessária com o que se passa no Rio”, acrescenta o ex-prefeito.
Paes deixou o cargo na última sexta-feira para disputar a eleição de outubro. No momento, seu principal adversário é justamente o deputado estadual Douglas Ruas (PL), eleito para a Presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).