Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Enem: entenda a divisão das questões e o tempo de prova

Neste primeiro dia de provas, os participantes responderão a 90 questões objetivas de linguagens e ciências humanas, todas de múltipla escolha, além de...

Sexta, 06 de Novembro de 2026 às 11:23, por: CdB

Neste primeiro dia de provas, os participantes responderão a 90 questões objetivas de linguagens e ciências humanas, todas de múltipla escolha, além de desenvolver uma redação.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Os mais de 5 milhões de candidatos que participarão no próximo domingo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 enfrentarão uma verdadeira maratona, com cinco horas e meia de duração. Conhecer o tempo de prova e a estrutura do exame ajuda o candidato a se programar melhor para não deixar itens em branco.

Mais de 5 milhões de candidatos estão inscritos no exame

Neste primeiro dia de provas, os participantes responderão a 90 questões objetivas de linguagens e ciências humanas, todas de múltipla escolha, além de desenvolver uma redação. Os conteúdos cobrados no primeiro dia de provas englobam as seguintes disciplinas:

Português

Literatura

Inglês/Espanhol

Artes

Tecnologia da informação e comunicação

Educação física

História

Geografia

Filosofia

Sociologia

Já o texto da redação deve seguir o modelo dissertativo-argumentativo e ter, no máximo, 30 linhas. O candidato deve elaborar a redação a partir da frase temática proposta, dos textos motivadores e dos próprios conhecimentos sobre o assunto.

Não há um limite pré-estabelecido de quanto tempo o candidato deve gastar em cada item. Por isso, é importante realizar simulados e treinar com antecedência. Dessa forma, é possível estabelecer uma média para cada questão, dentro de um “orçamento de tempo”.

Se você travar em uma questão, a recomendação é marcá-la, avançar e voltar para respondê-la depois. Lembre-se de reservar o tempo para escrever a redação com caneta preta na Folha de Redação e para preencher o Cartão-Resposta.

Resposta ao Item

No Enem, diferentemente de outras seleções, não são utilizados pesos de cada questão para o cálculo das notas. Ou, tampouco, a regra de que uma questão errada anula uma certa, adotada por algumas bancas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI).

O modelo matemático considera para o cálculo da nota a coerência das respostas corretas do participante. Ou seja: ele identifica a consistência da resposta, segundo o grau de dificuldade de cada questão.

A metodologia pontua os acertos dos candidatos considerando as características de cada questões, ou parâmetros.

Cada item leva em conta três variáveis, chamadas parâmetros, no cálculo total da nota:

Parâmetro de discriminação: poder que cada questão possui de diferenciar participantes que dominam a habilidade avaliada daqueles que não dominam;

Parâmetro de dificuldade: quanto mais difícil a questão, maior seu valor;

Parâmetro de acerto casual: probabilidade de um participante acertar a questão no “chute”, sem necessariamente ter domínio do tema.

Dessa forma, na atribuição de pontos, a nota não leva em consideração apenas a quantidade bruta de erros e de acertos. Isso significa que duas pessoas com a mesma quantidade de acertos e de erros podem ter notas diferentes, pois tudo depende de quais foram as questões acertadas ou erradas.

E a redação?

Cada redação será corrigida por dois avaliadores, que atribuirão uma nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências avaliadas. São elas:

Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema;

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

A soma desses pontos compõe a nota total atribuída por cada avaliador, que pode chegar a mil pontos.

Entre as situações que podem levar à nota zero ou anulação estão:

Fuga ao tema;

Textos menores do que oito linhas;

Inclusão de trecho deliberadamente desconectado do tema proposto;

Desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa;

Desrespeito à seriedade do exame.

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