O acordo surge em meio a mais um período de turbulência para o setor de cruzeiros, uma vez que a guerra no Oriente Médio prejudica sua recuperação das consequências da pandemia da covid-19.
Por Redação, com Bloomberg – de Nova York, NY-EUA
A Royal Caribbean Cruises concordou em adquirir uma participação de 50% na Sandals Resorts International por cerca de US$ 3 bilhões, um acordo que dará à operadora de cruzeiros acesso aos resorts all inclusive da marca em todo o Caribe. As duas empresas formarão uma joint venture que controlará a Sandals, informou a Royal Caribbean, com sede em Miami, nesta quarta-feira. Os familiares do fundador da Sandals, Gordon Stewart, falecido em 2021, manterão a outra metade.

O acordo surge em meio a mais um período de turbulência para o setor de cruzeiros, uma vez que a guerra no Oriente Médio prejudica sua recuperação das consequências da pandemia da covid-19. A Royal Caribbean espera expandir suas ofertas no Caribe por meio da parceria com a Sandals, combinando cruzeiros com estadias em resorts.
As ações da Royal Caribbean caíram quase 16% este ano, embora essa queda seja menor do que a registrada por empresas do mesmo setor, como a Carnival e a Norwegian Cruise Line. O Royal Caribbean Group obteve financiamento de dívida do Morgan Stanley para custear o negócio, que deve ser concluído no início de 2027.
Caribe
Desde 2019, as companhias de cruzeiro gastaram pelo menos US$ 1,5 bilhão desde 2019 para expandir ou melhorar paradas em propriedades particulares no Caribe, segundo cálculos da agência norte-americana de notícias Bloomberg. Juntas, elas acumularam pelo menos 15 ilhas e praias que abrangem 2,1 mil hectares nas Bahamas, Belize, República Dominicana, Haiti e México.
A Carnival, a Disney Cruise Line, a Norwegian Cruise Line, a MSC Cruzeiros e a Royal Caribbean Cruises estão disputando terras. O que a Royal Caribbean chama de dia perfeito no CocoCay, uma ilha particular a 88 quilômetros de Nassau, onde por dia 9,5 mili passageiros do navio podem se aventurar em passeios de balão e tirolesas, proporciona um retorno de ao menos 40% sobre o investimento, segundo estimativa de Robin Farley, analista do banco suíço UBS.
— O principal motivo para as pessoas fazerem cruzeiros são os destinos. Então, nós criamos destinos — resumiu Jay Schneider, diretor de inovação de produtos da Royal Caribbean.