Entre os eleitores evangélicos, 18% afirmam ter pouco ou nenhum interesse no segundo turno, percentual superior aos 10% registrados entre os católicos.
Da Redação – de Brasília
O eleitorado católico está mais mobilizado para o segundo turno da eleição presidencial do que o evangélico, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira. O levantamento revela que 73% dos católicos afirmam ter muito interesse na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), enquanto entre os evangélicos esse percentual é de 58%, uma diferença de 15 pontos percentuais.

Os dados mostram que o interesse dos católicos supera a média nacional, de 67%. A pesquisa também identifica uma parcela expressiva de evangélicos que demonstra menor envolvimento com a eleição, o que pode influenciar as estratégias das campanhas na reta final.
Entre os eleitores evangélicos, 18% afirmam ter pouco ou nenhum interesse no segundo turno, percentual superior aos 10% registrados entre os católicos. Outros 23% dos evangélicos classificam seu interesse como razoável, enquanto essa resposta foi dada por 15% dos católicos.
Índice
O levantamento também analisou o comportamento de outros segmentos religiosos. Entre os entrevistados vinculados a outras religiões, 73% declararam muito interesse na eleição, mesmo percentual observado entre os católicos. Já entre os brasileiros sem religião o índice chega a 69%.
Pesquisa aponta Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos
Além de investigar o interesse dos diferentes grupos religiosos, a pesquisa BTG/Nexus avaliou as intenções de voto para o segundo turno presidencial. No cenário de votos válidos, Flávio Bolsonaro aparece com 52%, enquanto Lula registra 48%. A diferença é de quatro pontos percentuais, com vantagem numérica para o PL.
Resultado
A diferença entre os dois critérios ocorre porque o cálculo dos votos válidos desconsidera os votos brancos e nulos, além dos eleitores indecisos. Esse é o procedimento utilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para definir o resultado das eleições.
Ainda segundo o levantamento, a preocupação com a segurança pública, violência e criminalidade lidera a lista de maiores problemas do Brasil citados pelos brasileiros, sendo apontada por 33% dos entrevistados em menções espontâneas (19% como primeiro principal e 14% como segundo).
O levantamento ouviu 2.002 pessoas por telefone entre os dias 10 e 12 de outubro de 2026. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, com registro no TSE.