O aumento na renda familiar representa um avanço de seis pontos percentuais em relação aos meses de agosto e setembro, quando esse grupo correspondia a 10% dos entrevistados.
Por Redação – de Brasília
A percepção dos brasileiros sobre a renda familiar apresentou ficou melhor, neste mês, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira. O levantamento mostra que 69% dos entrevistados afirmam que seus rendimentos aumentaram nos últimos 12 meses, embora parte deles considere que os ganhos não foram suficientes para compensar a elevação do custo de vida.

O percentual de brasileiros que afirmam ter registrado crescimento da renda superior ao aumento dos preços chegou a 16%, o maior índice desde março, quando teve início a série histórica do levantamento.
O resultado representa um avanço de seis pontos percentuais em relação aos meses de agosto e setembro, quando esse grupo correspondia a 10% dos entrevistados.
Patamar
Outro dado que sinaliza uma melhora na percepção econômica é a redução do percentual de brasileiros que afirmam não ter registrado qualquer aumento de renda no último ano. Esse grupo caiu de 32% para 28% em uma semana, atingindo o menor patamar da série histórica. Em junho, o índice era de 35%.
A resposta mais frequente entre os entrevistados foi a de que a renda familiar cresceu na mesma proporção que o custo de vida. Essa avaliação é compartilhada por 32% dos brasileiros, ante 29% na pesquisa anterior.
Os resultados mostram, portanto, que 48% dos entrevistados consideram que a renda familiar acompanhou ou superou o aumento do custo de vida, enquanto 49% relatam que os rendimentos ficaram abaixo da evolução dos preços ou não cresceram.
Reta final
Os resultados foram divulgados a quatro dias do segundo turno da eleição presidencial, disputado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
A melhora na avaliação da renda familiar ocorre em um momento decisivo da campanha, quando a situação econômica das famílias e o poder de compra estão entre os temas em debate na disputa presidencial.
A Quaest entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).