Rio de Janeiro, 21 de Outubro de 2026

Novo levantamento mostra aumento da aprovação no governo do presidente

Em comparação com o levantamento anterior, a aprovação de Lula passou de 45% para 46%, enquanto a desaprovação recuou de 48% para 47%.

Quarta, 21 de Outubro de 2026 às 18:04, por: CdB

Em comparação com o levantamento anterior, a aprovação de Lula passou de 45% para 46%, enquanto a desaprovação recuou de 48% para 47%.

Por Redação – de São Paulo

A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou, enquanto a desaprovação diminuiu, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira. O levantamento mostra que 46% dos brasileiros aprovam a gestão federal, ante 47% que a desaprovam.

Lula, Janja, 7 de setembro
A aprovação de Lula passou de 45% para 46%

Os resultados representam uma aproximação entre os dois indicadores, que agora estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em comparação com o levantamento anterior, a aprovação de Lula passou de 45% para 46%, enquanto a desaprovação recuou de 48% para 47%. Assim, a distância entre os dois índices caiu de três para apenas um ponto percentual. As variações individuais de um ponto estão dentro da margem de erro.

O percentual de entrevistados que não souberam ou preferiram não responder permaneceu estável em 7%.

Avaliação

Além da melhora nos indicadores de aprovação, a pesquisa Quaest identificou uma redução na parcela de brasileiros que classificam negativamente o governo federal. O percentual dos que consideram a administração Lula ruim ou péssima passou de 40% para 38%, uma queda de dois pontos percentuais em relação à rodada anterior.

Já a avaliação positiva, que reúne os entrevistados que consideram o governo ótimo ou bom, permaneceu estável em 34%. A proporção dos que classificam a gestão como regular aumentou de 24% para 26%.

Os números mostram que a avaliação negativa ainda supera a positiva em quatro pontos percentuais. Na pesquisa anterior, essa diferença era de seis pontos. A combinação entre a redução da avaliação negativa e o aumento da classificação regular indica uma mudança na distribuição das opiniões sobre o governo.

Empate

Os resultados mostram que a melhora nos indicadores de aprovação do governo Lula ocorre simultaneamente a um cenário de equilíbrio na disputa eleitoral. Entretanto, os dados apresentados não permitem estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre a avaliação da administração federal e as intenções de voto.

O estudo também mostra, por sua vez, que aumentou o receio da população brasileira em relação ao retorno do clã Bolsonaro à Presidência da República. O medo de vê-los de volta ao Palácio do Planalto voltou a superar o de um novo mandato do presidente Lula, numa virada inédita desde meados de agosto.

De acordo com levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira, 44% dos eleitores apontam o regresso do bolsonarismo ao Planalto como o seu maior temor no pleito. Em contrapartida, 42% afirmam recear mais a continuidade do atual governo. Como a margem de erro do estudo é de 2 pontos percentuais (p.p) para mais ou para menos, o cenário é de empate técnico.

Cenário

A fotografia atual altera a trajetória de estabilidade observada nos últimos levantamentos do instituto. Há uma semana, as duas correntes de rejeição apareciam em igualdade absoluta, somando 43% cada. O cenário em que a apreensão com o grupo liderado por Jair e Flávio Bolsonaro (PL) esteve numericamente à frente havia ocorrido pela última vez na pesquisa de 14 de agosto, quando marcou 45% contra 41% de rejeição à reeleição de Lula.

Essa acirrada disputa de rejeições reflete a paridade direta observada na preferência do eleitorado para a corrida presidencial. Na consulta estimulada — quando os nomes dos concorrentes são apresentados ao entrevistado —, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula contabiliza 44%.

Já no cenário espontâneo, em que os eleitores citam seus preferidos sem estímulo, ambos figuram empatados exatamente com 40%.

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