O longa 2073 remonta a um futuro distópico e autoritário no qual, 37 anos após o chamado ‘O Evento’, os sobreviventes de uma catástrofe climática e política vivem escondidos em abrigos subterrâneos.
Por Redação – do Rio de Janeiro
Documentário que traz cenas de ficção para ilustrar um dos caminhos possíveis da Humanidade, 2073 chegou ao canal HBO Max, neste fim de semana. Dirigido pelo polêmico e premiado Asif Kapadia, o filme constrói um cenário futurista a partir de imagens reais e elementos ficcionais. A história acompanha uma mulher vivendo em uma Terra devastada, enquanto memórias e visões conectam esse futuro ao presente.

O longa 2073 remonta a um futuro distópico e autoritário no qual, 37 anos após o chamado ‘O Evento’, os sobreviventes de uma catástrofe climática e política vivem escondidos em abrigos subterrâneos, fora do radar da vigilância de drones e da polícia militarizada. A protagonista, Ghost (Samantha Morton), é uma dessas habitantes, assombrada pelo passado que transformou o planeta em um lugar inóspito e apocalíptico.
Enquanto Ghost narra as angústias de viver embaixo de um shopping em ruínas na cidade de São Francisco, imagens de arquivo, notícias e entrevistas com jornalistas mostram as crises globais terríveis que enfrentamos na realidade. Do mesmo diretor de Amy, Senna e Diego Maradona, 2073 indica a história de uma humanidade submersa no despotismo e na dominância de uma classe ultra rica para representar a visão de um futuro que pode estar mais próximo do que imaginamos.
Mobilização
O documentário explora temas cruciais como mudança climática e desigualdade, em uma estrutura híbrida, na qual cria conexões emocionais com histórias de pessoas impactadas por tais questões. Através de uma narrativa envolvente, Kapadia desafia o público a refletir sobre seu papel no futuro e a se mobilizar em ações que busquem um mundo melhor.
Em 2073, o público é convidados a pensar sobre o papel de cada único ser humano, no futuro. Trata-se de um aviso sobre o que cada um pode contribuir para um mundo melhor, reunindo coragem e empatia para enfrentar as dificuldades. A obra torna-se, dessa maneira, um vetor de conscientização para a mobilidade por um mundo melhor.