Rio de Janeiro, 14 de Janeiro de 2026

Dinamarca anuncia reforço militar na Groenlândia

A Dinamarca anuncia reforço militar na Groenlândia em resposta às ameaças de Trump de anexar a ilha, citando preocupações com a segurança no Ártico.

Quarta, 14 de Janeiro de 2026 às 10:57, por: CdB

Trump tem usado uma alegada presença de embarcações militares de China e Rússia no Ártico para justificar os planos de anexar a Groenlândia.

Por Redação, com ANSA – de Copenhague

A Dinamarca prometeu reforçar sua presença militar na Groenlândia, em meio às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a ilha em função de supostas preocupações com a segurança no Ártico.

Dinamarca anuncia reforço militar na Groenlândia | Trump quer anexar Groenlândia devido a supostas preocupações com segurança no Ártico
Trump quer anexar Groenlândia devido a supostas preocupações com segurança no Ártico

– Continuaremos a reforçar a nossa presença militar na Groenlândia, mas também nos concentraremos mais, no âmbito da Otan, em exercícios e em uma maior presença da Otan no Ártico – disse o ministro da Defesa de Copenhague, Troels Lund Poulsen, citado pelo jornal britânico The Guardian.

Segundo a emissora pública dinamarquesa DR, o país já está enviando reforços militares para a ilha, incluindo pessoal e equipamento para apoiar uma presença permanente, com um comando avançado voltado a preparar a logística e o ambiente para receber tropas em um segundo momento.

Trump tem usado uma alegada presença de embarcações militares de China e Rússia no Ártico para justificar os planos de anexar a Groenlândia, um território autônomo rico em minérios e que pertence à Dinamarca.

Destino da ilha voltou aos holofotes

O destino da ilha voltou aos holofotes após a operação que capturou o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, e os EUA estudam até oferecer pelo menos US$ 100 mil por habitante para “comprar” o território, segundo a imprensa americana.

Além disso, Trump insinuou que seguirá adiante em seus planos para o Ártico mesmo que para isso tenha de sacrificar a Otan, aliança da qual a Dinamarca é integrante.

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