Rio de Janeiro, 15 de Maio de 2026

Descartado, Flávio se vê substituído por Tereza Cristina e Michelle

Após desgaste político, Flávio Bolsonaro é visto como 'zumbi' e perde espaço para Tereza Cristina e Michelle em chapa presidencial. Descubra os detalhes.

Sexta, 15 de Maio de 2026 às 14:28, por: CdB

O desgaste político de Flávio Bolsonaro, para esses integrantes do eleitorado neofascista, tornou-se irreversível após a revelação de relacionamento tão próximo a Daniel  Vorcaro.

Por Redação – de Brasília

Parlamentares da direita e extrema direita, reunidos no campo conhecido como ‘Centrão’, após o vazamento de mensagens do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, aproximam-se do mercado financeiro em busca de alternativa para fazer frente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas próximas eleições. 

Descartado, Flávio se vê substituído por Tereza Cristina e Michelle | Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Nesse movimento, líderes políticos e empresariais passaram a discutir, nas últimas horas, a formação de uma chapa composta pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) na cabeça e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como vice. A informação foi apurada, nesta sexta-feira, pelo jornalista Igor Gadelha, colunista do site brasiliense de notícias ‘Metrópoles’.

O desgaste político de Flávio Bolsonaro, para esses integrantes do eleitorado neofascista, tornou-se irreversível após a revelação de relacionamento tão próximo a Daniel  Vorcaro. Entre interlocutores do bloco, o senador já é tratado como um “zumbi político”, incapaz de reunir condições para enfrentar Lula em uma eleição presidencial, apurou o colunista.

Conservadores

A opção apresentada busca reunir dois dos pilares mais conservadores da direita brasileira, entre o agronegócio, representado por Tereza Cristina, e o eleitorado evangélico, liderado por Michelle Bolsonaro. A leitura de dirigentes partidários é de que essa combinação teria maior potencial de competitividade eleitoral do que os nomes atualmente colocados no campo conservador.

Segundo o texto, políticos do ‘Centrão’ e empresários de peso já procuraram o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do PP, para discutir a viabilidade da chapa. O dirigente, entretanto, evitou aderir imediatamente à proposta, uma vez que também figura na lista da Polícia Federal (PF) por seu envolvimento com o Banco Master.

Nogueira também figura em inquérito policial, após ter sido alvo de operação de busca e apreensão por suspeita de receber pagamentos mensais de Daniel Vorcaro que variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.

Reeleição

Entre líderes conservadores, cristaliza-se a percepção de que as mensagens reveladas reduziram drasticamente as chances de o senador derrotar o presidente Lula, que deverá disputar a reeleição. Ao mesmo tempo, setores do bloco resistem às alternativas representadas pelos governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). A avaliação é de que ambos teriam baixa capacidade de mobilização nacional e dificuldades para construir uma candidatura competitiva contra Lula.

Antes da crise, Tereza Cristina era apontada como possível vice de Flávio Bolsonaro. A senadora, contudo, sempre demonstrou resistência à ideia de ocupar posição secundária em uma chapa presidencial. Com o enfraquecimento do senador, seu nome passou a ganhar força como cabeça de chapa.

Michelle Bolsonaro também vinha demonstrando insatisfação com a escolha de Flávio como herdeiro político do bolsonarismo. A ex-primeira-dama preferia integrar uma eventual candidatura liderada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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