A Procuradoria Geral da República (PGR) já havia pedido, na manhã passada, a prisão imediata de Cid, depois de ele cair em contradições e omissões de fatos. Ao ser chamado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no entanto, Cid decidiu fornecer os detalhes que faltavam sobre uma reunião realizada no apartamento do general Braga Netto.
Por Redação – de Brasília
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes manteve, na véspera, o acordo de delação premiada do ex-ajudante de ordens do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro Cid, que apresentou novas informações sobre a participação do general Braga Netto na articulação e execução do golpe de Estado fracassado no 8 de Janeiro. A decisão, segundo o gabinete do ministro, nesta sexta-feira, foi tomada com base em esclarecimentos considerados decisivos pela Polícia Federal (PF).

A Procuradoria Geral da República (PGR) já havia pedido, na manhã passada, a prisão imediata de Cid, depois de ele cair em contradições e omissões de fatos. Ao ser chamado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no entanto, Cid decidiu fornecer os detalhes que faltavam sobre uma reunião realizada no apartamento do general Braga Netto, na qual teria sido discutida uma tentativa de golpe de Estado e o plano para assassinar o então presidente eleito, seu vice e o próprio Moraes.
Assassinatos
Mauro Cid chegou à sede do STF à tarde, com uma mala pronta, deixada no carro do advogado, pronto para sair dali para a cadeia, caso perdesse os benefícios do acordo de colaboração. A PF identificou inconsistências nos depoimentos anteriores do militar; além da tentativa de blindagem quanto à sua participação no monitoramento de adversários políticos e nos planos de assassinato.
Antes de devolver o oficial do Exército Brasileiro à cadeia, no entanto, Moraes optou por ouvir Cid novamente e, após o depoimento, considerou que os novos elementos apresentados foram suficientes para garantir a validade do acordo.