Rio de Janeiro, 23 de Fevereiro de 2026

Cuba acusa Estados Unidos de agravar crise humanitária na ilha

Bruno Rodríguez denuncia ações dos EUA que visam provocar uma catástrofe humanitária em Cuba durante reunião em Genebra.

Segunda, 23 de Fevereiro de 2026 às 11:01, por: CdB

Bruno Rodríguez, chanceler da ilha, foi quem denunciou as ações do governo norte-americano durante uma reunião de países realizada em Genebra.

Por Redação, com CartaCapital – de Genebra

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou nesta segunda-feira, em Genebra, que a “escalada agressiva” dos Estados Unidos contra a ilha visa provocar “uma catástrofe humanitária” no país.

Cuba acusa Estados Unidos de agravar crise humanitária na ilha | O chanceler de Cuba, Bruno Rodriguez, foi o porta-voz das críticas da ilha aos EUA em uma reunião em Genebra
O chanceler de Cuba, Bruno Rodriguez, foi o porta-voz das críticas da ilha aos EUA em uma reunião em Genebra

Nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o embargo contra Cuba — em vigor desde 1962 — e pressionou outros países, incluindo a Venezuela, a interromper o envio de petróleo.

Também fragilizada pelo fim do fornecimento de petróleo de Caracas, Cuba enfrenta uma grave escassez de combustível e apagões.

Os Estados Unidos “estão impondo um bloqueio energético e pretendem criar uma catástrofe humanitária, usando como pretexto a absurda alegação de que Cuba constitui uma ameaça incomum e extraordinária à sua segurança nacional”, declarou o chanceler na Conferência sobre Desarmamento, em Genebra.

O ministro denunciou “ações criminosas e ilegais que constituem uma punição coletiva implacável contra o povo cubano”.

No final de janeiro, um decreto assinado por Trump classificou a ilha como uma “ameaça extraordinária” aos Estados Unidos.

– Cuba não representa uma ameaça para os Estados Unidos nem para qualquer outro país – insistiu o chanceler cubano, afirmando que seu país não adota “políticas com o objetivo declarado de dominação, nem é um país que mobiliza forças militares e viola a soberania e a integridade territorial de outros Estados”.

– Permanecer impassível diante dessas tentativas de impor uma tirania global coloca todos os Estados em risco, sem exceção – afirmou.

ONU

Bruno Rodríguez também discursou para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, reunido nesta segunda-feira em Genebra, e afirmou que “impediremos uma crise humanitária em Cuba, mesmo que isso nos custe caro em termos de penalidades e sofrimentos”.

Na semana passada, o presidente americano chamou Cuba de “país falido” e instou o país a chegar a um acordo, rejeitando a ideia de uma operação para derrubar o regime.

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