Rio de Janeiro, 28 de Maio de 2026

Confronto com barricadas em chamas assusta moradores da Pedreira

Moradores da Pedreira enfrentam rotina de violência com barricadas em chamas e confrontos entre traficantes rivais. Saiba mais sobre a situação.

Quinta, 28 de Maio de 2026 às 13:25, por: CdB

O Complexo da Pedreira, que fica entre os bairros de Costa Barros e Pavuna, vive uma rotina de violência, provocada pelas disputas territoriais contra traficantes rivais.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

Criminosos incendiaram barricadas na noite de quarta no Complexo da Pedreira, na Zona Norte do Rio. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram um blindado da Polícia Militar circulando pela região. Já na madrugada desta quinta-feira, novos confrontos foram registrados na comunidade.

Confronto com barricadas em chamas assusta moradores da Pedreira | Segundo a PM, o policiamento precisou ser reforçado na área
Segundo a PM, o policiamento precisou ser reforçado na área

Segundo a corporação, o policiamento precisou ser reforçado na área.

Ainda na quarta-feira, um motorista foi sequestrado durante um roubo de carga na Rodovia Presidente Dutra, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e levado para a Pedreira.

A vítima acabou baleada no braço e foi resgatada por policiais militares após buscas na região. O homem recebeu atendimento e acabou encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros.

Apesar do ferimento, de acordo com a Polícia Militar, o motorista não corre risco de morte.

O Complexo da Pedreira, que fica entre os bairros de Costa Barros e Pavuna, vive uma rotina de violência, provocada pelas disputas territoriais contra traficantes rivais do Complexo do Chapadão e do Morro do Juramento.

Por esse motivo, a região é alvo de frequentes operações policiais.

Em setembro do ano passado, um menino de 8 anos perdeu uma das mãos ao segurar um artefato explosivo. O dispositivo estava na rua e teria sido confundido por um brinquedo pela vítima.

Espantalho

A Polícia Militar encontrou na quarta-feira bonecos vestidos como criminosos e armados com réplicas feitas de madeira durante uma operação na comunidade Caixa D’Água, no Tanque, Zona Oeste do Rio. Segundo a corporação, os chamados “espantalhos do tráfico” seriam usados para confundir policiais e provocar reações durante ações na região.

A operação foi realizada por agentes do 18º BPM (Jacarepaguá), que atuavam para retirar barricadas e combater o tráfico de drogas na comunidade. Durante o avanço das equipes, os policiais localizaram os bonecos espalhados em pontos estratégicos da área.

De acordo com a PM, os bonecos estavam caracterizados para simular traficantes armados. Alguns usavam máscaras, perucas, bonés, óculos e sapatos. As armas falsas foram improvisadas com pedaços de madeira e panos.

A corporação informou que a estratégia teria como objetivo dificultar a identificação de suspeitos reais e aumentar o risco de confronto durante as operações policiais.

Após a descoberta, os bonecos foram destruídos pelos agentes.

A Polícia Militar não informou se houve prisões ou apreensões de drogas durante a ação na comunidade da Caixa D’Água.

Quadrilha

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na terça-feira, um homem apontado como líder de uma organização criminosa especializada em roubos de carga e extorsões contra empresas de distribuição na Zona Oeste da capital fluminense. A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco).

Segundo as investigações, a quadrilha atuava cobrando taxas ilegais de motoristas e empresas responsáveis pela entrega de produtos alimentícios na região. Os criminosos exigiam pagamentos em dinheiro e mercadorias para autorizar a circulação e a realização das entregas em determinadas localidades dominadas pelo grupo.

As investigações começaram após denúncias feitas por uma empresa de distribuição, que relatou sofrer extorsões frequentes desde fevereiro de 2025. De acordo com a Polícia Civil, funcionários da companhia eram abordados por criminosos armados durante as entregas e, sob ameaças, tinham parte da carga roubada ou eram obrigados a pagar para continuar trabalhando.

Em um dos casos apurados pela especializada, integrantes da organização interceptaram um caminhão de entregas em janeiro deste ano e forçaram os motoristas a descarregar toda a mercadoria transportada pelo veículo.

Após meses de monitoramento e levantamento de informações, os agentes da Draco conseguiram identificar o modo de atuação da organização criminosa e localizar o suspeito apontado como chefe do grupo.

Segundo a polícia, ele era responsável por coordenar as cobranças ilegais feitas contra empresas e motoristas que atuavam na distribuição de alimentos na Zona Oeste do Rio. Durante as diligências, vítimas reconheceram o homem como um dos participantes diretos das ações criminosas.

Ainda conforme os investigadores, o suspeito já havia sido preso em 2024, o que, segundo a especializada, demonstra a continuidade de sua atuação criminosa.

Mandado

O criminoso foi localizado e preso em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Contra ele, os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva pelos crimes de organização criminosa, extorsão e roubo.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da quadrilha e responsabilizar todos os envolvidos no esquema criminoso que atuava na Zona Oeste da capital.

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