Amorim alertou que os governos precisam exercer sua autoridade regulatória para garantir que os avanços tecnológicos estejam alinhados aos interesses coletivos da sociedade.
Por Redação – do Rio de Janeiro
Assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, o ministro Celso Amorim aconselhou, nesta terça-feira, o fortalecimento da capacidade regulatória dos Estados diante do crescente poder das grandes empresas de tecnologia. As declarações foram feitas durante a XXIII Conferência de Segurança Internacional do Forte, realizada no Sheraton Grand Rio Hotel & Resort.

Amorim alertou que os governos precisam exercer sua autoridade regulatória para garantir que os avanços tecnológicos estejam alinhados aos interesses coletivos da sociedade. Para o diplomata, o desenvolvimento de novas tecnologias deve contribuir para objetivos como a redução da pobreza, a preservação ambiental e a promoção dos direitos humanos.
— Diante do poder das big techs, os Estados não podem abdicar de sua legitima capacidade regulatória derivada do voto do povo. Temos que garantir que o desenvolvimento tecnológico esteja direcionado para bens comuns, como a diminuição da pobreza, a proteção do meio ambiente e a garantia dos direitos humanos — observou.
Cenário
Durante sua participação no evento, o ex-ministro das Relações Exteriores também demonstrou preocupação com o avanço acelerado da inteligência artificial. Embora tenha reconhecido que toda inovação tecnológica traz oportunidades e desafios, avaliou que o cenário atual inspira cautela. “Os riscos parecem maiores do que as oportunidades”, declarou.
Amorim aborda o tema no momento em que o governo e o Judiciário baixam normas que ampliam os mecanismos de fiscalização, sobre conteúdos publicados na internet.