A concentração começou ainda na manhã deste domingo, apenas 72 horas depois da festa do Réveillon. Desde às 8h, blocos parados e com cortejo tomaram praças, ruas históricas e espaços culturais do Centro da Cidade.
Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro
O carnaval começa oficialmente em fevereiro, mas os cariocas e turistas já começaram a ocupar as ruas da cidade com confete, fantasia e muito samba. Neste domingo, o Rio de Janeiro inicia o chamado ‘Carnaval Não Oficial’, com mais de 70 blocos espalhados pelo Centro e por bairros das zonas Sul e Norte, marcando a abertura simbólica da temporada de pré-carnaval.

A concentração começou ainda na manhã deste domingo, apenas 72 horas depois da festa do Réveillon. Desde às 8h, blocos parados e com cortejo tomaram praças, ruas históricas e espaços culturais do Centro da Cidade. Ao longo do dia, a programação se estende até o fim da tarde, quando o tradicional ‘Cordão do Boi Tolo’ conduz o grande cortejo coletivo, reunindo dezenas de blocos em um trajeto que começa no Centro e segue pelo Aterro do Flamengo, Botafogo e Copacabana.
Para Luís Otávio Almeida, integrante do ‘Boi Tolo’ e representante da ‘Desliga dos Blocos’, o termo “não oficial” carrega mais resistência do que rótulo.
— A definição de Carnaval Não Oficial só existe porque, desde 2009, há uma tentativa da prefeitura de oficializar o carnaval. O que hoje chamamos de não oficial pode ser chamado apenas de carnaval, como foi por mais de dois séculos na cidade — afirmou.
Desliga
Segundo ele, o decreto que passou a exigir burocracia prévia para que um bloco pudesse existir nas ruas acabou criando uma divisão artificial.
— Independente do tamanho ou do caráter do bloco, passou-se a exigir que ele existisse no papel com seis meses de antecedência — protestou.
Diferentemente das ligas tradicionais, a Desliga dos Blocos se define como um movimento.
— A Desliga não é uma liga. Não organizamos os blocos. Eles participam da Abertura por livre adesão. O máximo que fazemos é alinhar a programação de acordo com a intenção de cada coletivo — concluiu Almeida.