Rio de Janeiro, 27 de Abril de 2026

Cardeal de Jerusalém destaca distinção entre ocupante e ocupado

O cardeal Pierbattista Pizzaballa destaca a distinção entre ocupante e ocupado, alertando para a deterioração da situação na Palestina em sua carta apostólica.

Segunda, 27 de Abril de 2026 às 15:00, por: CdB

As declarações estão em uma carta apostólica escrita pelo prelado católico para os fiéis de sua diocese.

Por Redação, com ANSA – de Jerusalém

O patriarca latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, criticou a ocupação israelense nos territórios palestinos e alertou para o risco de “cristalização” de um cenário que impossibilite qualquer chance de uma solução “justa”.

Cardeal de Jerusalém destaca distinção entre ocupante e ocupado | Cardeal Pierbattista Pizzaballa é crítico das atividades militares de Israel
Cardeal Pierbattista Pizzaballa é crítico das atividades militares de Israel

As declarações estão em uma carta apostólica escrita pelo prelado católico para os fiéis de sua diocese.

– A dor atravessa toda a Terra Santa, mas as situações não são totalmente idênticas. Não se pode fazer uma hierarquia de sofrimentos, mas existe uma diferença entre quem exerce o poder e quem o sofre, entre quem governa e quem é governado, entre quem possui armas e quem é ameaçado por elas, entre quem ocupa e quem é ocupado – disse Pizzaballa em sua mensagem.

– As responsabilidades são diferentes. Reconhecer essa diferença é um ato de respeito pela justiça e pela verdade – acrescentou o cardeal italiano, que ainda alertou que a situação na Palestina “se deteriora a cada dia”.

Estado de Direito

Segundo o patriarca, as “agressões causadas pela ocupação” israelense e pela “total ausência do Estado de Direito” estão aumentando. “Se essa tendência não for interrompida, corre-se o risco de se cristalizar uma situação de ocupação permanente que erode qualquer possibilidade de uma solução justa e compartilhada”, salientou.

Pizzaballa sempre teve um discurso crítico contra a operação militar de Israel na Faixa de Gaza e, no fim de março, foi proibido de celebrar uma missa pelo Domingo de Ramos no Santo Sepulcro, em Jerusalém, episódio que provocou indignação entre os católicos.

Na ocasião, Israel alegou que não havia condições de segurança devido à guerra contra o Irã.

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