Rio de Janeiro, 02 de Março de 2026

Benjamin Netanyahu diz que fim do regime no Irã está próximo

Benjamin Netanyahu declara que a mudança de regime no Irã está se aproximando, enquanto o governo libanês proíbe atividades do Hezbollah após ataques em território libanês.

Segunda, 02 de Março de 2026 às 13:50, por: CdB

A aparição de Netanyahu chega após a Guarda Revolucionária do Irã ter dito que havia bombardeado o gabinete do premiê, informação desmentida por Israel.

Por Redação, com ANSA – de Jerusalém

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou nesta segunda-feira uma comunidade residencial atingida por um míssil iraniano e reiterou que a campanha militar conjunta com os Estados Unidos busca criar as condições para uma mudança de regime no país persa.

Benjamin Netanyahu diz que fim do regime no Irã está próximo | Benjamin Netanyahu voltou a instar o povo iraniano a se rebelar
Benjamin Netanyahu voltou a instar o povo iraniano a se rebelar

– Esse dia está se aproximando. E, quando chegar, Israel e os Estados Unidos estarão lá, junto com o povo iraniano. E é importante que o povo iraniano esteja lá conosco. Isso depende deles, nós estaremos lá – disse Netanyahu a jornalistas em Beit Shemesh, onde nove pessoas morreram em um ataque no último fim de semana.

A aparição de Netanyahu chega após a Guarda Revolucionária do Irã ter dito que havia bombardeado o gabinete do premiê, informação desmentida por Israel.

As declarações do primeiro-ministro, no entanto, contradizem o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que disse em coletiva de imprensa nesta segunda-feira que esta “não é uma guerra para uma mudança de regime”.

Líbano

O governo do Líbano decidiu banir todas as atividades militares e de segurança do Hezbollah, uma medida inédita que tenta evitar que o país inteiro seja arrastado para o conflito dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

A decisão foi anunciada nesta segunda-feira, após ataques israelenses matarem mais de 30 pessoas em território libanês, em represália contra mísseis e drones disparados pelo grupo xiita.

Uma das vítimas é o chefe de inteligência do Hezbollah, Hussein Makled. A ação do movimento foi uma vingança pelo assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, seu aliado histórico.

– O Estado libanês declara sua rejeição absoluta e inequívoca a quaisquer ações militares ou de segurança lançadas do território libanês fora do âmbito de suas instituições legítimas – declarou o primeiro-ministro Nawaf Salam.

– Isso exige a proibição imediata de todas as atividades militares e de segurança do Hezbollah, por considerá-las ilegais, e obriga o grupo a entregar suas armas – acrescentou.

Salam também ordenou que os órgãos militares e de segurança tomem “medidas imediatas” para implementar a decisão e evitar que o Líbano seja usado para ataques contra Israel.

Essa é a primeira vez que o governo interdita as atividades militares do partido armado fundado em 1982, um dos grupos mais influentes do Líbano, ainda que enfraquecido pela recente guerra com Israel.

O governo libanês já havia decidido, em agosto passado, desarmar gradualmente o Hezbollah, na esteira do cessar-fogo assinado com Israel em novembro de 2024.

Salam pediu ainda que os países fiadores da trégua — Estados Unidos e França — “obtenham um compromisso claro e definitivo do lado israelense de cessar todos os ataques em território libanês”.

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