Rio de Janeiro, 24 de Maio de 2026

BC ainda teme inflação de curto prazo este ano

O Banco Central já vê sinais de que o aperto monetário iniciado em setembro começa a surtir efeito na inflação e na atividade econômica, mas elevou os juros na última reunião por considerar que ainda há riscos da inflação de curto prazo se propagar por períodos mais longos. (Leia Mais)

Sexta, 27 de Maio de 2005 às 10:14, por: CdB

O Banco Central já vê sinais de que o aperto monetário iniciado em setembro começa a surtir efeito na inflação e na atividade econômica, mas elevou os juros na última reunião por considerar que ainda há riscos da inflação de curto prazo se propagar por períodos mais longos.

"Cabe a política monetária, portanto, manter-se especialmente vigilante para evitar que pressões detectadas em horizontes mais curtos se propaguem para horizontes mais longos", disse o Comitê de Política Monetária (Copom) na ata da reunião de maio divulgada nesta sexta-feira.

O BC repetiu que acompanhará atentamente o cenário até a próxima reunião para então definir o juro, deixando em aberto os próximos passos da política monetária.

Na reunião de maio, o Copom elevou o juro de 19,5% para 19,75% por considerar que a "manutenção do juro básico por um período suficientemente longo" não asseguraria a convergência da inflação para a trajetória das metas. No cenário de manutenção do juro em 19,5% e taxa de câmbio a R$ 2,5, houve aumento da projeção da inflação para 2005 e manutenção para 2006. Para o BC, essa deterioração se deve "à surpresa da inflação de abril", que mais do que compensou o efeito positivo da valorização do câmbio.

O BC também verificou aumento da perspectiva de inflação para o período de 12 meses encerrado em março de 2006.

Leve alta

O BC aumentou levemente a estimativa de reajuste dos preços administrados neste ano de 7,2% para 7,3%, por conta da previsão de aumento maior da telefonia fixa. A estimativa de reajuste passou de 7,9% para 8,6%, enquanto foi mantida a previsão de reajuste zero para gás e gasolina e de 10,8% para energia elétrica.

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