Rio de Janeiro, 20 de Junho de 2026

Base aliada ao governo já busca substituto para Jaques Wagner

Após operação da PF, a base aliada ao governo já busca um substituto para o senador Jaques Wagner, com Camilo Santana como favorito. Entenda os desdobramentos.

Sábado, 20 de Junho de 2026 às 15:08, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), amigo de longa data do senador baiano, deverá encontrá-lo na semana que vem, para colocar um ponto final no desgaste que se propaga nas últimas 72 horas.

Por Redação – de Brasília

Desde a operação da Polícia Federal (PF) a locais frequentados pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), embora ele garanta que permanecerá na Liderança do Governo, no Senado, líderes da base aliada têm buscado alternativa para substituí-lo. O senador Camilo Santana despontava, neste sábado, como favorito para assumir o posto, conforme apurou a reportagem do Correio do Brasil.

Camilo Santana
Ex-ministro da Educação, Camilo Santana é apontado como possível substituto de Jaques Wagner

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), amigo de longa data do senador baiano, deverá encontrá-lo na semana que vem, para colocar um ponto final no desgaste que se propaga nas últimas 72 horas. O resultado do encontro, conforme esperam interlocutores próximos ao presidente, deverá ser o pedido expontâneo de renúncia do mais recente alvo da ‘Operação Compliance Zero’. 

Nos últimos dias, Wagner permanece sob alta pressão, depois de apreendidos US$ 49 mil e ao menos 13 relógios de alto luxo, em um endereço vinculado ao senador. Camilo Santana, do PT cearense, é considerado no entorno do presidente Lula o “único dentre os outros senadores com capacidade para assumir a tarefa de conduzir a articulação política na Casa”.

 

Decisão

Parlamentares petistas já teriam tratado da possibilidade com Wagner, que, segundo os relatos, recebeu a hipótese de forma positiva, mas qualquer decisão dependerá de uma conversa direta com Lula. 

A PF apurou também que Wagner e familiares teriam recebidos um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador; além de transferências de cerca de R$ 3,5 milhões para uma empresa da família, sem contar vantagens como uso de aeronave e pagamento de ingressos para shows nos EUA.

Amigo pessoal de Wagner, o empresário Augusto Lima é apontado como operador do esquema e também foi alvo da operação. Wagner negou ter recebido vantagens indevidas do esquema do Banco Master. 

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