O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), amigo de longa data do senador baiano, deverá encontrá-lo na semana que vem, para colocar um ponto final no desgaste que se propaga nas últimas 72 horas.
Por Redação – de Brasília
Desde a operação da Polícia Federal (PF) a locais frequentados pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), embora ele garanta que permanecerá na Liderança do Governo, no Senado, líderes da base aliada têm buscado alternativa para substituí-lo. O senador Camilo Santana despontava, neste sábado, como favorito para assumir o posto, conforme apurou a reportagem do Correio do Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), amigo de longa data do senador baiano, deverá encontrá-lo na semana que vem, para colocar um ponto final no desgaste que se propaga nas últimas 72 horas. O resultado do encontro, conforme esperam interlocutores próximos ao presidente, deverá ser o pedido expontâneo de renúncia do mais recente alvo da ‘Operação Compliance Zero’.
Nos últimos dias, Wagner permanece sob alta pressão, depois de apreendidos US$ 49 mil e ao menos 13 relógios de alto luxo, em um endereço vinculado ao senador. Camilo Santana, do PT cearense, é considerado no entorno do presidente Lula o “único dentre os outros senadores com capacidade para assumir a tarefa de conduzir a articulação política na Casa”.
Decisão
Parlamentares petistas já teriam tratado da possibilidade com Wagner, que, segundo os relatos, recebeu a hipótese de forma positiva, mas qualquer decisão dependerá de uma conversa direta com Lula.
A PF apurou também que Wagner e familiares teriam recebidos um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador; além de transferências de cerca de R$ 3,5 milhões para uma empresa da família, sem contar vantagens como uso de aeronave e pagamento de ingressos para shows nos EUA.
Amigo pessoal de Wagner, o empresário Augusto Lima é apontado como operador do esquema e também foi alvo da operação. Wagner negou ter recebido vantagens indevidas do esquema do Banco Master.