As autoridades chinesas, por sua vez, mencionaram outros 558 cidadãos desaparecidos. Como ainda não está claro se há sobreposição entre os diferentes registros, o número total pode se aproximar de 3 mil.
Por Redação, com Ansa – de Kathmandu
O número de mortos pelas devastadoras inundações que atingiram a fronteira entre Nepal e China na última quarta-feira ubiu para 682, segundo a atualização mais recente da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRMA) divulgada neste sábado. O novo boletim também aponta que outras 2.426 pessoas estão desaparecidas, enquanto as equipes de emergência continuam as operações de busca e resgate.

A atualização supera os 616 mortos registrados anteriormente pela polícia nepalesa. O número de desaparecidos também aumentou de forma significativa: no boletim na véspera, a NDRMA contabilizava 1.924 pessoas nessa situação.
As autoridades chinesas, por sua vez, mencionaram outros 558 cidadãos desaparecidos. Como ainda não está claro se há sobreposição entre os diferentes registros, o número total pode se aproximar de 3 mil.
Tibete
De acordo com mídia estatal chinesa, sete mortes foram confirmadas no Tibete após a tragédia e outras 675 no Nepal. Com isso, o número total de mortos chega a 682. Além da crise humanitária, o Nepal já começou a avaliar o impacto econômico do desastre. O ministro das Finanças, Swarnim Wagle, afirmou que o país poderá precisar de entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões para a reconstrução.
Segundo ele, trata-se de uma estimativa inicial, já que o levantamento completo dos danos ainda está em andamento. Paralelamente, o governo do Nepal também solicitou assistência técnica e especializada a países amigos para reforçar as operações de busca e resgate de pessoas que permanecem presas em um túnel de usina hidrelétrica na região de Bhotekoshi.
De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, Katmandu pediu tecnologia avançada para localizar e identificar as vítimas, além de apoio para acelerar análises de DNA, identificação de corpos e o gerenciamento dos restos mortais.
Equipes da China e da Índia foram mobilizadas para auxiliar nos trabalhos. Dois contingentes técnicos chineses são esperados no Nepal para iniciar as operações, enquanto uma equipe indiana de 11 especialistas, formada por profissionais médicos e especialistas em resgate em túneis, já chegou a Katmandu.